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1988

1988   Projeto parado. Não vou mais investir dinheiro em algo que só me traz retorno social. A vida não é somente aplausos.

Momentos Bizarros da Vida da Anita - O Menino Tarado

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MOMENTOS BIZARROS DA VIDA DA ANITA A gente não tinha mochila, a gente tinha "pasta" A sobriedade era a regra nas pastas escolares das crianças O MENINO TARADO Se o seu pai tivesse muito, muito, mas muito dinheiro mesmo, talvez você poderia ter uma dessas, que fugia da regra geral. Acho que foi na série segunda primária ou primeira série mesmo, foi bem antes de eu conhecer as "verdades do mundo". Por isso, não entendi o comportamento e o entusiasmo do rapaz, e quando disse que queria ver também, ele me deu um sonoro não. Era o fundão da sala de aula. Ao meu lado, um grupo de garotos. Um deles tira da pasta escolar, bem diferente das atuais mochilas, eram malas quadradas, com cara de sério, sem o colorido atual, algo meio escondido em suas mãos, levanta para o alto, como se exibisse um tesouro, chamando a atenção dos seus colegas. Essas somente para as classes de alfabetização. Um filhinho da mamãe talvez a usasse na segunda série... Nada fala, apenas continuava a exi...

O Estalo Mágico .

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  MOMENTOS BIZARROS DA VIDA DA ANITA   O Estalo Mágico   Bem, o meu conforto com a solidão e minha total falta de trato social, em parte, talvez seja devido a minha criação. Não culpo meus pais por isso. Sou assim e me sinto bem. Apenas sou diferente e talvez cause desconforto e inúmeros rumores sobre mim.   Paciência...😔   Nesse mundo de regras e estereótipos; é uma virtude.   Minha Mãe não gostava do fato de eu ter amigas na escola. Ela não permitia que eu brincasse com outras crianças na rua. O meu mundo era o meu quarto e as minhas bonecas. Não satisfeita, lembro de ainda pequena, a gente brigar porque ela queria que eu brincasse com a porta do quarto porta aberta. Sob seus olhares. Nunca permiti. Alex, menor que eu, queria brincar comigo, e eu botava ele pra correr. Isso a deixava furiosa... Meu mundo, minhas regras. Lembro que recebi a visita de uma vizinha da minha idade. Ficamos caladas por toda visita.  Tu já f...
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  heart of courage O LADRÃO O Nascimento de Uma Otária   Assim que comecei a minha alfabetização, nas primeiras semanas de escola, minha mãe me surrou com o cinto do meu pai. Eu voltava sempre sem a borracha, e na hora de fazer o dever de casa, ela me perguntava pela borracha e dizia que havia acabado. Uma mentira esdrúxula. Mas com sete anos a gente ainda não tem muita maquinação em criar mentiras mirabolantes. Não sei se eu perdia e não percebia, não lembro se eu emprestava e não pegava de volta. A borracha sumia. No dia seguinte, durante a aula, eu não tirei a borracha da minha mão. Fui criada com valores de honestidade fortes. Quando comi um pouco do leite ninho da minha avó que estava viajando, minha mãe ficou uma semana de cara amarrada e falando muito no meu ouvido.   Não sabia ainda que tinha um irmão ladrão dentro de casa. Minha mãe reclamava muito era da minha avó, que (palavras dela) roubava coisas de casa para dar para a filha preferida. ...

As Horas Seguintes

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  AS HORAS SEGUINTES   _Adriana, como foi? Perguntou-me Solimar. Afinal o meu encontro acabou virando assunto da escola. Eu tinha um admirador secreto (?), que independente da minha vontade, na verdade eu não acreditei no bilhete, virou tema na escola. Graças as garotas que mesmo eu dizendo que aquilo parecia trote, insistiram que não. Ainda estava sob o barulho das gargalhadas. Solimar, talvez achasse que aquela quizumba na porta da escola fosse outra coisa. Senti um interesse genuíno na sua pergunta. _É tudo trote. Não existe Robinho. Mas eu já sabia. Dei as costas e me apressei para sair dali. Sem olhar pra trás. Seu rosto surpreso, parecia não acreditar no que eu dizia. Ao menos dela tive essa impressão. Mas não posso dá certeza de nada. Fui para o ponto sem olhar pra trás. Havia meninas da minha sala. Garotas que não deram muita bola para o que aconteceu comigo durante a semana, e tão pouco no que aconteceu minutos atrás. Acho que queria conversar. Ela...
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PAIS PERFEITOS   A paixão nacional chamada Kombi, por muitos anos trafegou pelo Brasil como uma bomba relógio. Décadas depois admitida pela montadora: a sua facilidade em pegar fogo. Eu, meu irmão Almir e Alex fomos vítimas dessa armadilha. Não foi adiante porque havia extintor. Mas foi o suficiente para eu sair do carro, apavorada, gritando “A Kombi tá pegando fogo!” e derrapar na estrada de terra batida e cair no chão... Sob os olhos de uma senhora em pé no seu portão que a tudo assistia e não moveu um dedo por nós...   Meus irmãos duas vezes por semana faziam judô no CEM, mesma escola em que Amiltom estudava à tarde, assim como eu e Alex. Nesse dia até eu senti que meus dois irmãos estavam demorando a chegar da aula. Já escutava os gritos de lamúria e preocupação com a demora. Em vez de chegarem por volta das dez da manhã, chegaram um pouco depois das onze. Estava na sala, almoçando. Era o nosso horário normal, pois meio-dia tínhamos que está de banhos tom...
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A HISTÓRIA DE BETO Beto é um viadinho que conheci nos meus tempos em que frequentava a macumba. Ele foi o segundo caso do meu irmão Almir. O primeiro foi o Eriveltom. Vou falar do Eriveltom um pouquinho: Tudo que sei é por convivência e por dizeres de terceiros. Não vou aqui questionar se as pessoas nascem gay ou se tornam gay ou o se mundo é gay, pois a heterossexualidade não passa de uma imposição judaico cristã. Afinal, em tempos da Grécia e Roma antiga, o relacionamento entre homens era até mesmo incitado, principalmente pelos gregos, pois eram tão machistas, que muitos sábios se recusavam a dividir o prazer com um ser tão inferior quanto a mulher. Preferiam estuprar animais ou se relacionar entre si.   Até onde vai a misoginia de uma sociedade... Em Roma, praticamente todo menino era estuprado por um "mentor sexual" que lhe ensinaria o sexo... Eriveltom foi o primeiro e o amor da vida do meu irmão. Foram anos de relacionamento. Na minha famíl...