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GAROTOS

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  GAROTOS Se virar, Catar, Vender e Brincar  Há reciclagens que vivem exclusivamente de crianças. Pode não fazer do ferro velho um grande sucateiro, mas alguns vivem bem com esse estigma. Na sucata, muita lata, vergalhão, cadeiras e carrinhos de bebê  Muito papelão, plástico e latinha. Não há muito dos materiais nobres como latão, bronze e cobre. Desde bem criança, testemunhei pequenos que, sabe-se onde, apareciam com o seu material pra vender. Quase sempre o pagamento era uma mixaria, porém o suficiente para pipas e doces. Às vezes me sentia culpada. Alguns mal vestidos e sujos, e eu limpa, bem vestida e alimentada. Entretanto, quase sempre invejava a liberdade. Afinal, eles viviam livres a caminhar pelas ruas, se embrenharem em matagais, lixeiras, a procura de um bem, que na minha situação daquela época era farta: dinheiro. Se quisesse doces, bastava pedir aos meus país. Daria todo meu conforto pela liberdade, e alegria das crianças, principalmente quando saíam saltitan...
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  MOMENTOS BIZARROS DA VIDA DA ANITA Estão problematizando tudo, para o maior controle social das pessoas e censuram uma simples conversa entre pessoas comuns.   RACISMO   QUANDO AS CRIANÇAS MOSTRAM AS CAVEIRAS OCULTAS DOS ARMÁRIOS DOS SEUS PAIS.   AS MÃES   Minha mãe por uma razão completamente desconhecida, bizarra, e completamente sem lógica, fazia com que a gente fôssemos expulsos de casa ao meio dia em ponto, para chegar à escola por volta de meio dia e quinze e assim, ficássemos de pé até uma hora da tarde para os portões se abrirem, e a gente entrar. Sendo que os portões fechavam somente as 13:20hra. Uma tortura diária, e por causa disso, ainda era zoada na escola. Qualquer criança entendia a anormalidade dos horários de D. Aparecida. Não tinha nenhum amigo comigo nesse horário. Uma vez ao entrar na escola, puxei conversa com uma conhecida, afinal, havia ficado mais de meia hora em pé, em completo silencio, na fila para entrar no por...

Benjamin e Rebeca

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Benjamin e Rebecca Benjamin não conheceu a sua mãe. Conheceu várias candidatas a sua mãe, mesmo na sua jovem vida, oito anos. Mulheres que apareciam na casa de seu pai, ficavam alguns meses ou anos, e partiam. Essas despedidas quase sempre surpresas, pois a maioria simplesmente desaparecia de sua casa, quase sempre o fazia sofrer. Teve mulheres que, quando Benjamin não a via mais em sua casa, o fazia chorar. _Pai, cadê a mãe Madalena? Seu pai, seco, importunado pela pergunta, respondia: _Ela não mora mais com a gente. Benjamin danou-se a chorar na mesa do café. Madalena foi a única namorada do papai por quem ele realmente se apaixonou, aquele amor de menino, por sua mãe. As outras eram frias, o ignoravam, tinha até as amáveis, somente quando seu pai estava por perto. _Larga de ser maricas! Ela não era sua mãe! Depois da escola, vá direto para a sua avó. Era a avó materna de Benjamin. Era meio que uma avó robô. Dava comida, banho, respondia as pergunta...