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Mostrando postagens com o rótulo Belford Roxo

A Extinta Aristocracia Paulinense

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 Olá leitores frios e distantes! Outro "clássico" da outra plataforma. Embora eu tenha contado essa história por outras óticas. Aqui me concentro no bairro e seus habitantes. Vocês sabiam que Belford roxo já teve um retiro de artistas na década de 40 e 50 frequentado por grandes estrelas das chanchadas e até por algumas múmias que até hoje, ainda caminham sobre a Terra e é/foram grandes estrelas da Globo? Quando minha família mudou-se para o bairro, há mais de 40 anos os artistas haviam desaparecido e o retiro perdido todo seu Glamour. Entretanto, os habitantes do bairro ainda ostentavam o passado.  Ser esnobado é ignorado por um carioca zona sul ou niteroiense é fichinha perto desses belforroxenses. Daquele lugar, além da tragédia que foi o sítio, eu herdei um impigem da piscina do clube que colou em mim por quatro anos!! O esnobe clube ainda existe, agora, um dos ilustres "sócios" são traficantes que frequentam a piscina com suas armas de guerra tranquilamente. Eu...

Bares Putas e Churrascos - O dia seguinte a enchente de Belford Roxo

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 Caminhava para satisfazer o meu sadismo. Queria ver os estragos da enchente em Belford Roxo, e rever um pouco da noite no meu município, mesmo sabendo que quase nada estaria funcionando. Sem bares, sem ambulantes. Um ou outro restaurante, lojinhas 24 horas. (Nem tanto, mas elas fecham bem tarde todos os dias) 24 horas mesmo somente o mercado em frente a estação e o verdadeiro bar 24 de Bel, é tão antigo, que desconfio que os atuais sócios são os netos dos fundadores. Putas no bar e viciados. O bar das putas era o "galo de Bel". Um bar que possuía um galo vivo como mascote, pequeno, porém, point das putas, que, quando não estavam na rua de frente, literalmente rodando a bolsinha, estavam sentadas no bar a espera de cliente para pagar por bebidas, comida e em fim, pelo sexo. O galo mascote do bar era igual a esse. Soube que meu pai era freguês assíduo do bar. Tanto que caiu em prantos e ajudou a pagar o enterro de uma puta dali. Agora entendo, porque que a vagina ...
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  MARLI MORREU   Esse ano, pra Marli, não começou bem. Logo no início, na ressaca das festas de fim de ano, soube que ela foi parar na UTI e ficou mais de uma semana por lá. Voltou, zoou a situação. Fez pouco caso. Marli estava de volta a sua rotina. De manhã cedo, normalmente com um casaquinho, seja qual for a estação, pegando sol para se aquecer nos fundos do ferro-velho. De vez em quando, atendemos fregueses por esse portão. Ela catava as sucatas que caía no chão ou ganhava dos fregueses, pois ela sempre levava água para eles. Sua alegria, era quando enchíamos a caçamba de caminhão com latinha. Se caísse no chão, a latinha era dela. _Espera aí , Marli, a gente tá carregando ainda! Ela não deixava os meninos catarem. Respondia orgulhosa que o Alex permitia. E era verdade. No final do dia, Marli juntava até 5Kg de latinha e no dia seguinte revendia para o Alex, na cara limpa, a sua própria latinha. Como falei antes, Alex não ligava.   Como moram...
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OPINIÃO LIVRE NUMA FAMÍLIA PATRIARCAL A professora/diretora Regina tinha características homossexuais claras. Não precisava ser da trupe, para se reconhecer que aquela mulher era sapatão. Mas nos anos 80, não havia esse reconhecimento descarado, não havia esse "radar". Mesmo porquê, homossexualismo feminino, era "raro" e escondido. Mesmo quando um mulher se comportava e se vestia como homem, não havia o questionamento público ou até mesmo a maldade em apontar o dedo na mulher que gostava de mulher. Regina tinha cara de braba, séria, cabelo curto, além de outros trejeitos. Não sei se é por causa da moda da época, mas ela usava muito calças de lycra nas cores claras e berrantes. Que sabemos nós, não ser uma roupa própria para o dia a dia, até em academias ela não fica bem. Pois marca demais o corpo. Regina ainda usava camisas curtas, a impressão que tinha, é que ela gostava de exibir o seu "testão", a buceta mesmo. Era o equivalente ao Eliezer, qu...
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A HISTÓRIA DE BETO Beto é um viadinho que conheci nos meus tempos em que frequentava a macumba. Ele foi o segundo caso do meu irmão Almir. O primeiro foi o Eriveltom. Vou falar do Eriveltom um pouquinho: Tudo que sei é por convivência e por dizeres de terceiros. Não vou aqui questionar se as pessoas nascem gay ou se tornam gay ou o se mundo é gay, pois a heterossexualidade não passa de uma imposição judaico cristã. Afinal, em tempos da Grécia e Roma antiga, o relacionamento entre homens era até mesmo incitado, principalmente pelos gregos, pois eram tão machistas, que muitos sábios se recusavam a dividir o prazer com um ser tão inferior quanto a mulher. Preferiam estuprar animais ou se relacionar entre si.   Até onde vai a misoginia de uma sociedade... Em Roma, praticamente todo menino era estuprado por um "mentor sexual" que lhe ensinaria o sexo... Eriveltom foi o primeiro e o amor da vida do meu irmão. Foram anos de relacionamento. Na minha famíl...
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BELEZA EXTERNA No início dos anos 80, houve a explosão de um novo negócio: a locadora de vídeo. Belford Roxo ganhou de uma vez, duas. Uma mais chique, numa galeria e outra no início da rua do meio. O dono era um senhor com uma certa idade, pois tinha cabelos brancos e enormes olhos azuis. A sua tática foi uma muito usual dos comerciantes, embora seja de certa forma "proibida" pela CLT a exploração direta ou indireta do corpo feminino para atrair clientes, tanto que nos anos 90, houve uma polêmica com as vestimentas das frentistas na época, obrigando os postos de gasolinas a pararem com os shortinhos e decotes nos uniformes delas. Esse empresário pegou pesado. Ele não contratou "bonitinhas". Contratou mulheres belíssimas de corpo e rosto. Deu certo. Tanto que ela foi logo um sucesso. Não costumo dá importância à clichês. Embora eles realmente existam, não tem como ignorá-los, eles não devem ser a base de definição para raça, opção sexua...

Os Figurantes

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Os Figurantes Hoje eu revi o vendedor de mel. Bem diferente do que sempre foi. Em vez de ativo, cheio de energia, dando suas voltas em torno da cidade com sua garrafa na mão e alardeado os pedestres com seu grito Olha o mel! Ele estava estático, tímido, sussurrava: Olha o mel... Que sua ausência de entusiasmo seja passageira. Já vi esse filme antes, várias vezes, em idosos principalmente, e ele não termina bem. Lembro de um velhinho, bem idoso, negro, magro, alto, porém, as costas e as pernas curvadas, apequenaram sua altura, rodava o centro de Bel, começando bem cedo, com um saco de bananada na mão, a oferecer seu doce, entre os pedestres e os clientes das lojas. Não gritava, oferecia no sussurro ou estendendo a mão com o doce para um potencial cliente. Sempre sorrindo. Vendedores assim, acabam virando referência de suas cidades e moradores, ao ponto de acreditarmos que são imortais.  Ate chegar o dia em que eles não aparecem mais. Desaparece...
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A PISCINA DA RUA ARGENTINA Longe da praia e de uma cachoeira, porém perto do inferno. Esse é o resumo da Baixada Fluminense no verão principalmente nos anos 80. Onde moro por exemplo, pessoas iam com toalha de praia, roupa de banho e até bronzeador para um bicão, que ainda existe até hoje na linha do trem. Quando não furavam um dos canos da CEDAE para fazer dele um chafariz. Clubes nesses tempos eram coisas para ricos e esnobes. Uma ida à praia era quase uma operação de guerra. Começando pelas crianças da casa, que ficavam ao menos 30 dias aporrinhando seus pais com: "Vamos pra praia! Vamos pra praia?" Depois fazer um poupança para os gastos com a "viagem", e levar muita comida nas bolsas e mochilas. Somos sim farofeiros, damos jus a essas denominações. Somos odiados e evitados pelo povo das cidades praianas e com uma certa razão. Imaginem a euforia de todo um bairro e adjacências quando um classe média fodido em suas c...