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   BURCOSKA SOLTA O VERBO II Damiana A Virgem de 36 Anos Nessa vida morta que tive, conheci pessoas parecidas comigo, porém, diferente de mim, encontraram suas tampas de panelas. Embora não tenha sido nada fácil. Damiana e eu somos da mesma geração. Sem conversas sobre sexo com a mãe. Pai repressor, filhos vigilantes, famíla que sempre a cobrava pelos namoradinhos nas reuniões, porém, ao mesmo tempo que criava todos os empecilhos para iniciar ou ter um relacionamento ou namorico qualquer. Ela dizia que seis horas da noite devia ficar trancafiada em casa, dentro do quarto. Seu quarto possuía banheiro ,TV e videocassete. Às oito da noite saía pra jantar, inquirições básicas do pai e da mãe sobre a escola. Um elogio pelas notas e uma reclamação básica principalmente da mãe. “Não gosto das suas amigas de colégio.” “Te viram na lanchonete da rua da escola, rodeada de meninos.” Ela e os irmãos estudavam na mesma escola… O pai de Damiana era o pai antigo, a geração que mais criou fil...
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O DIA EM QUE PERDI A MINHA VIRGINDADE NA INTERNET   Você só perde a virgindade nas redes sociais quando é notado. Alguns têm a felicidade de terem um post super compartilhado, milhares de amigos de uma vez só, mas o jeito mais comum é pela treta. Briga, um questionamento virtual pesado, com palavrões, ou com ataques e critica pesada ao seu post ou comentário.   Eu entrei bem tarde nesse ramo. O Orkut era a rede do momento, cheguei a receber o convite, mas os meus parcos conhecimentos digitais, fizeram com que eu nunca entrasse novamente na página que abri, e perdi o contato com a amiga que me enviou o convite. A minha primeira rede foi o Facebook, que pouco a pouco, em passos largos, devoraria o Orkut. Minha página era pequena, e até hoje ainda é. Tenho um pouco mais de 300 amigos lá, e pra mim tá bom. Num post sobre a bagunça dos alunos em sala de aula, citei como era a minha turma do oitavo ano ginasial. Batalhas de carteiras. Brigas onde a porta da escol...
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COMÉDIA DO PATRIARCADO PRIVADO III (acho) A Culpa e Toda Dela! Romão e Neinha. Um casal típico da classe média baixa beforroxense. Ele motorista de ônibus, ela diarista. Como todo casamento, sua base era a hipocrisia e o fingimento da parte dele, e toda verdade, cobrança e fidelidade, assim como ilusões da parte dela. Eram vizinhos de Nora. A melhor amiga de Néia. Nora era mulher de sapatão, como na gíria da época, "entendida", tinha uma união estável com Zoraide. No quintal de Neia, moravam ao todo 4 famílias. A matriarca, e mais 3 casinhas dos seus filhos com seus cônjuges. Uma vez, Mariel, cunhada de Neia, escutou uma conversa de seu próprio marido, marido de Néia e um outro cunhado. Entre cerveja e maconha, eles estavam planejando um curro em Nora. Eles a consideravam uma negra bonita, um desperdício de mulher, já que era casada com sapatão. E imaginavam também, uma vagina apertada "de pouco uso" da qual nunca saiu filho nenhum del...
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A PISCINA DA RUA ARGENTINA Longe da praia e de uma cachoeira, porém perto do inferno. Esse é o resumo da Baixada Fluminense no verão principalmente nos anos 80. Onde moro por exemplo, pessoas iam com toalha de praia, roupa de banho e até bronzeador para um bicão, que ainda existe até hoje na linha do trem. Quando não furavam um dos canos da CEDAE para fazer dele um chafariz. Clubes nesses tempos eram coisas para ricos e esnobes. Uma ida à praia era quase uma operação de guerra. Começando pelas crianças da casa, que ficavam ao menos 30 dias aporrinhando seus pais com: "Vamos pra praia! Vamos pra praia?" Depois fazer um poupança para os gastos com a "viagem", e levar muita comida nas bolsas e mochilas. Somos sim farofeiros, damos jus a essas denominações. Somos odiados e evitados pelo povo das cidades praianas e com uma certa razão. Imaginem a euforia de todo um bairro e adjacências quando um classe média fodido em suas c...