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TABU

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 QUEBRANDO TABU Lembro do Tabu na penteadeira da minha mãe. Em tempos de taxações absurdas e mercadorias proibidas de importação, (Não, eu não falo de tempos atuais!), eram os anos 70/80, Avon e Christian Gray dominava o móvel. Havia um que não foi vendido pela vizinha ou pela amiga da minha mãe. Nesses longínquos anos, o Tabu já era o perfume da vendinha da rua, da farmácia do João. E carregava a pecha de “perfume antigo”. Cheiro de vovó. Atualmente, é cheiro da bisa ou Tata. Pois quem ocupa atualmente o posto de “cheiro da vovó” é a Avon. Como descrever o Tabu? Forte, entretanto, íntimo  Penetrante Inebriante Eterno  Tabu é um segredo.  O perfume do pinguinho no dedo, e este, toca em cada orelha. Nunca mais vi o Tabu. Nunca comprei o Tabu. Mesmo ele custando menos de cinco reais na vendinha. Dizem que na década de 30, era o perfume que identificava as prostitutas. Adulta, nem pensava no Tabu. De vez em quando, quase alugava meus buracos em posto de gasolina pra co...
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SOZINHA? Pode parecer estranho pessoas falarem de solidão em tempos de redes sociais, mas os céticos, os chatos, os sociólogos, psicólogos, psiquiatras, os analistas da vida alheia, os amantes da vida antiga, alegam que as redes sociais isolaram ainda mais os seres humanos. Existem pessoas cercadas de amigos que se sentem sozinhas, pessoas sozinhas que não se sentem solitárias em seus apartamentos, mesmo sem a presença de um cachorro, gato ou canário, há solidão no casamento, entre familiares e amigos. É um sentimento, não objeto, coisa, ou simples substantivo. É complexo, animal, vegetal (plantas podem se sentir sozinhas, sabia?) Mesmo que você descorde de tudo que escrevi até agora, nessa você concordará: A solidão é pejorativa. Vide as canções, os poemas, as crônicas, as análises de “especialistas”, que ao defini-la, sempre a colocam como o pior dos sentimentos, a pior das situações em que pode se encontrar um indivíduo. Ela enlouquece, adoece, destrói...