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Ajudar alguém Sem perguntar quem?

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AJUDAR ALGUÉM SEM PERGUNTAR  QUEM?     Sabe quando você ajuda uma pessoa de coração, sem esperar por retorno nenhum, e ainda assim se decepcionar ou se arrepender de ter ajudado? Eu mesma acho que magoei muito a pessoa que mais me ajudou. Então as palavras que lerá em seguida, não é de nenhum santo sobre um pedestal. Não é de alguém que está aqui pra julgar o juízo e nem as pessoas aqui mencionadas.   Rosa foi uma pessoa que sempre ajudei, e ela teve vários momentos de fome ao lado de Fatinha. Mas não poderia fazer muito, neste momento em que ela me pediu comida. Trouxe legumes ela agradeceu sem graça, embora desconfie que ela, mesmo necessitada,  deu os legumes para minha prima Maria, que morava no mesmo quintal. Não falarei sobre ela, falarei sobre o seu caso, a Telma, com quem ficou morando, depois de terminar com Fatinha.   Telma era pedreira, tinha uma espécie de trabalho fixo na casa de uma família, mas costumava pegar serviços...

Meus Primeiros Erros

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MEUS PRIMEIROS ERROS   Não sei a idade média do público do meu blog, entretanto, acredito que tenha uma porção considerada de adolescentes entre ele. Então leia este texto, você, adolescente que cursa o segundo grau ou o atualmente ensino médio.   Talvez muitos já tenham a experiência do primeiro emprego. Esse texto também não sirva pra você. A não ser que o seu primeiro emprego seja entre a própria família, e que realmente não tenha passado por uma seleção corporativa, apesar de essa sua experiência seja crucial para o seu aprendizado corporativo.   Terminei meus estudos num período difícil. Na era Collor, confisco, falência, pais de família que adoeceram e morreram, suicídios... Era um período em que a classe média realmente empobreceu, e quem já era pobre, ficou miserável. Não existe classes rivais. Ambas coexistem numa ajuda econômica mútua. Esse papo de concentração de renda é balela. Coisa de comunista que acha que igualdade é todo mundo miserável,...
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O PRIMEIRO ASSALTO   Foi o primeiro assalto que minha família sofreu. Era muito criança. Eu e meu irmão Alex, almoçávamos na sala, com minha tia Leninha, que na época trabalhava como doméstica na nossa casa. Vi meu pai, um freguês e o filho dele, meus irmãos mais velhos e meu tio Ito, todos entrando em fila. Meu tio foi o último a entrar em casa, por isso havia um homem logo atrás com um revolver na sua cabeça. Não tinha noção do perigo que corria. Todos foram trancados em quartos e banheiro. Um dos ladrões ficou conosco e a minha tia na sala. Estávamos com o prato na mão. O assalto de certa forma foi demorado. Lembro do bandido ameaçar matar eu e meu irmão e minha tia se ajoelhando, implorando por nossas vidas. Ficamos quietinhos. Os sentimentos que tenho nessa situação, é... Indiferença? Sabe a sensação de olhar uma enorme equação matemática e não entender nada? Não me lembro de medo, porém, minha mente pode ter bloqueado essa lembrança. Os assaltantes se foram. N...
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1991   Talvez no início dos anos 90, tenha sido um dos maiores picos de fuga dos brasileiros para o exterior. Não falo de gente que atravessa o México, que pelo Senador Humberto é logo alí, ao lado do Brasil, falo de jovens recém formados, que estudaram por quase 20 anos para esse momento e no término do estudo e /ou estágio, se viu dentro de um país mergulhado em uma das piores crises econômicas da sua história, orquestrado propositalmente por um governo: O Plano Collor. Quem podia, foi para o exterior e fez carreira por lá mesmo. Mas a maioria esmagadora, como eu, não. Pra piorar não tinha um “pistolão”, alguém que me indicasse em uma empresa ou emprego, minha família gargalhava das minhas procuras por trabalho, por não acreditavam em mim. E meus irmãos mais velhos, diziam que não me indicariam pra ninguém. Logo eles que passaram a adolescência e juventude trabalhando e roubando do pai, e somente se viraram, quando foram forçados a isso. O velho faliu, estava na compl...