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O Estalo Mágico .

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  MOMENTOS BIZARROS DA VIDA DA ANITA   O Estalo Mágico   Bem, o meu conforto com a solidão e minha total falta de trato social, em parte, talvez seja devido a minha criação. Não culpo meus pais por isso. Sou assim e me sinto bem. Apenas sou diferente e talvez cause desconforto e inúmeros rumores sobre mim.   Paciência...😔   Nesse mundo de regras e estereótipos; é uma virtude.   Minha Mãe não gostava do fato de eu ter amigas na escola. Ela não permitia que eu brincasse com outras crianças na rua. O meu mundo era o meu quarto e as minhas bonecas. Não satisfeita, lembro de ainda pequena, a gente brigar porque ela queria que eu brincasse com a porta do quarto porta aberta. Sob seus olhares. Nunca permiti. Alex, menor que eu, queria brincar comigo, e eu botava ele pra correr. Isso a deixava furiosa... Meu mundo, minhas regras. Lembro que recebi a visita de uma vizinha da minha idade. Ficamos caladas por toda visita.  Tu já f...

Meu Primeiro Chifre

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MEU PRIMEIRO CHIFRE Foi logo na estreia. Com o meu primeiro namorado. Não foi nada traumatizante e fui saber beemmm depois, e se tivesse sabido na hora, também não faria diferença. Nunca quis namorar o Alexandre. Queria namorar o Claudio Antônio, mas por causa da minha inexperiência e doentia timidez, caiu de paraquedas no meu colo o Alexandre. Eu tinha que começar com alguém, né? Namorico de portão, beijinho na boca no final, que nem queria dar, se ele não puxasse o meu braço sempre que nos despedíamos. E claro, marcação do pai. Quando entrei, Alex e Wendel, um menino que meu pai estava criando, saíram correndo, Fiquei bolada. Eu 13 anos, criada na repressão, no machismo, na misoginia de uma família predominantemente de homens, sendo vigiada por dois garotos mais novos que eu. Talvez Seu Miro imaginasse que poderia perder o cabaço, ali mesmo no portão. O Alexandre, como a maioria dos homens da minha geração, pode ser tipificado normalmente como o "hom...
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As Raízes da Árvore dos Horrores Ela começou na adolescência. Acreditava que seria uma fase. Os hormônios. Não tive uma adolescência pacífica. Morte da mãe. Um pai completamente perdido, uma tia ainda mais repressora que minha mãe. Um escândalo conjugal na família, a franca decadência financeira de Seu Miro. Era apenas uma fase Na infância, e ainda hoje, tinha e tenho, ainda hoje, uma personalidade muito passiva. Eu era sistematicamente roubada na escola. Era o troco da merenda ou algum dinheiro extra que havia trazido para comprar alguma coisa ou compor a vaquinha de uma festinha entre amiguinhos. Nunca pensei assim. Eu sempre me culpava. Embora o meu dinheiro sempre estivesse dentro da mochila, quase sempre dentro de uma carteira, a minha conclusão era que eu... Havia perdido o dinheiro. Simples. Fracassei, me distraí, não tomei cuidado. Nunca pensei o óbvio. Roubaram o meu dinheiro. Nunca reclamei com a professora, nunca convoquei o...
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CAROL E A SEXUALIDADE Carolina só começou a namorar porque todas as meninas da sua idade, já estavam namorando. Embora os mais contestassem a idade que atualmente as garotas iniciam o namoro, para sua geração, 13 anos era idade para se ter até mesmo alguma experiência em namorados. Hoje em dia, 13 anos já iniciam a vida sexual... Na rodinha das coleguinhas ela só ouvia. Não tinha o que dizer, a não ser uma mentira, quando perguntada sobre namorados. As garotas namorando escondido, no portão, beijando na boca, brincando de salada mista, indo pra baile escondido e ela... _Tá namorando, Carol? Silêncio, suspense... O quer dizer? Se disser que sim: _Quem? _Onde? _Quando? _Apresenta pra gente! Carol odiava esses segundos que pareciam horas. Os olhares de curiosas, a cobrança por namorado. Se descobrissem que ela ainda não namorava, poderia ser esnobada e ignorada pelas amigas. _Não. Só dando uns beijinhos por aí. Semana passada dei uns beijinho...
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A PISCINA DA RUA ARGENTINA Longe da praia e de uma cachoeira, porém perto do inferno. Esse é o resumo da Baixada Fluminense no verão principalmente nos anos 80. Onde moro por exemplo, pessoas iam com toalha de praia, roupa de banho e até bronzeador para um bicão, que ainda existe até hoje na linha do trem. Quando não furavam um dos canos da CEDAE para fazer dele um chafariz. Clubes nesses tempos eram coisas para ricos e esnobes. Uma ida à praia era quase uma operação de guerra. Começando pelas crianças da casa, que ficavam ao menos 30 dias aporrinhando seus pais com: "Vamos pra praia! Vamos pra praia?" Depois fazer um poupança para os gastos com a "viagem", e levar muita comida nas bolsas e mochilas. Somos sim farofeiros, damos jus a essas denominações. Somos odiados e evitados pelo povo das cidades praianas e com uma certa razão. Imaginem a euforia de todo um bairro e adjacências quando um classe média fodido em suas c...
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A GATA COMEU REMAKE A primeira vez que ela foi exibida foi em 1985. Um ano marcante. Foi o ano em que eu ingressei no ginásio, na antiga quinta série ginasial, quando a escola fundiu as duas quartas séries para criar a turma 502 tarde. Era uma quarta série mais velha, com garotas mais desenvolvidas e meninos maiores e com uma maturidade ou simplesmente curiosidade sexual muito maior que a minha antiga turma. Foi o ano em que eu comecei a ser paquerada, sofrer assédio sexual, e com a turma, escutar sacanagem. "Escravo de Jó Comi a sua avó Sua tia, sua mãe também E vou comer E vou comer  Você também" Cantava os garotos desenvolvidos bem alto na fila, na hora da saída. Já acostumada com o novo ambiente, em uma aula qualquer do Sidney, o professor de geografia que ensinava mais sacanagem do que geografia, escuto uma gritaria, que faz toda a turma entortar o pescoço para trás. Logo em seguida o Sidney retorna ao grupo e devolve o que havia lhe tir...