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Mostrando postagens com o rótulo feminismo
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SEM IDENTIDADE Estão nos empurrando para ele. Simples Sabe, ao longo da história, ter vagina nunca foi lá algo de se orgulhar. O sangue menstrual era “doença de mulher”. Fora as religiões, escrita por homens, colocarem a culpa dos males do mundo, no sexo que carregava uma vagina entre as pernas. Veio o feminismo, apesar do que fizeram com ele atualmente, trouxe o orgulho de ser mulher, mãe, batalhadora, cidadã a ser ouvido ou respeitado. A mulher vive recebendo uma bomba atômica de guias de comportamento, e padrões a serem seguidos diariamente. Varão, o orgulho! Ohhh! É corpo perfeito Roupa perfeita Mulher que é mulher deve... Cara, é um saco. Mas nunca tivemos o questionamento do que somos. Podemos ter origem secundária, duvidosa,(culturalmente) mas nunca deixamos de ser mulher. Até que uma feminista socialista, que pra segurar o seu casamento, aguentou todas as imposições e humilhações do seu marido, isto é, pregava uma coisa e praticava outra. ...
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COMÉDIA DO PATRIARCADO PRIVADO III (acho) A Culpa e Toda Dela! Romão e Neinha. Um casal típico da classe média baixa beforroxense. Ele motorista de ônibus, ela diarista. Como todo casamento, sua base era a hipocrisia e o fingimento da parte dele, e toda verdade, cobrança e fidelidade, assim como ilusões da parte dela. Eram vizinhos de Nora. A melhor amiga de Néia. Nora era mulher de sapatão, como na gíria da época, "entendida", tinha uma união estável com Zoraide. No quintal de Neia, moravam ao todo 4 famílias. A matriarca, e mais 3 casinhas dos seus filhos com seus cônjuges. Uma vez, Mariel, cunhada de Neia, escutou uma conversa de seu próprio marido, marido de Néia e um outro cunhado. Entre cerveja e maconha, eles estavam planejando um curro em Nora. Eles a consideravam uma negra bonita, um desperdício de mulher, já que era casada com sapatão. E imaginavam também, uma vagina apertada "de pouco uso" da qual nunca saiu filho nenhum del...
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ABRA SUAS MAMAS SOLTE SUAS TETAS 1900- Espartilho  Afinava a cintura, dava noção de mais volume nos seios. Não permitia direito a respiração, comer e beber, somente em pequenos goles, como passarinho. Mulheres viviam desmaiando, só que os desmaios eram associados a natureza frágil feminina, nunca a torturante peça. 1889 Herminie Cadolle, desconfortada com o espartilho, corta a peça. Nasce o pai do sutiã. Uma peça um pouco diferente dos atuais. 1920 O sutiã já é um fato, e a moda da década era achatá-los 1930 Empinamento da mamas, bojo com enchimento, estrutura de metal, para aumentar. 1960-1970 São queimados em praça pública, como símbolos da opressão feminina Apesar dos protestos, o sutiã continuou firme e forte. Cumprindo com o seu papel: o de modelar o corpo feminino, conforme a moda da época. Não temos espartilhos para afinar a cintura, mas temos as supermodelos da altacostura dizendo que se não emagracer, não se veste be...
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COMÉDIA DO PATRIARCADO PRIVADO Stand up Comedy Minha casa era uma eterna casa de comédia. No estilo Costinha, Ary Toledo. Comediantes que faziam sucesso com seus discos ou fitas cassetes com piadas cabeludas. Era o meu pai, meu irmão, meu tio e até uma visita, que quando se uniam na varanda ou sala de estar, danavam-se a contar piadas e todos explodiam em altas risadas. A mais poderosa era a do meu pai. Dava pena do desavisado ao seu lado que quase sempre se afastava tampando os ouvidos doídos por causa da poderosa garganta do velho Argemiro. Enquanto ele gargalhava, ao mesmo tempo (sempre), ele afastava uma das pernas, a levantava levemente e roçava o pinto com a mão, (por cima da roupa, claro!). Era muito legal. Era divertido. Então um dia, quis fazer parte da algazarra, da alegria. Entrei na roda e contei a minha piada. Bem pesada, cabeluda, pura sacanagem explícita. Ri sozinha... Todos me olharam com olhos de reprovação, cara feia, indignados. _Com q...
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“ESCOLHEU DE MAIS” Ainda me surpreende como as escolhas das mulheres são questionadas, assim como suas opções ainda são limitadas. Século XXI e uma mulher só será feliz, bem sucedida, realizada ,“completa” (?) se casar e tiver filhos... A amiga me falava que depois de décadas, reviu sua antiga diretora de escola. O que lhe causou tamanha boa impressão, não foi o reencontro em si, foi o fato de uma senhorinha estar com seus 66 anos e continuar extremamente linda. _Eu não dava nem 50 anos para ela! Todavia, seu vislumbre foi ao negativo quando soube da sua situação: _Ela nunca casou! Tão linda e nunca casou! Como isso aconteceu? “Ela deve ter escolhido de mais.” Solteira e childfree convicta que sou rebati imediatamente: _Sabia que ela pode ter simplesmente optado por não se casar? _Mas é isso. Porque escolheu de mais. _Ela não escolheu de mais. Ela não quis. _Talvez ela quisesse marido rico, foi por isso. _Talvez ela não quisesse ning...