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A MÁQUINA DE COSTURA DA MINHA MÃE - REMAKE

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  Décadas se passaram e atualmente, alcancei o auge da minha maturidade. Revisei conceitos,, comportamentos passados e até minha fé. Entretanto, embora me sinta arrependida da minha mesquinhez. De ter se desfeito de algo tão caro a minha mãe, a última lembrança física dos tempos áureos da família, digo que não foi gratuito. Não foi o comportamento de uma pobre menina rica e mimada. Quando somos crianças, é comum nos interessarmos por alguma arte/trabalho manual. O meu primeiro foi o crochê. Era bem criança, mas já conhecia meninas da minha idade que mandavam bem no crochê. Faziam porta moedas, paninho de penteadeira, chapeuzinho de boneca. Queria muito aprender.  A papelaria São Jorge abriu um curso de crochê gratuito. Era comum nos anos 80 papelarias abrirem esses cursos artesanais.  Implorei a minha mãe, mas ela não deixou. Levar e trazer a filha alguns dias de semana de um curso, nunca esteve em seus planos. Enquanto ela foi viva, nunca nem pude fazer trabalho de escol...
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A CRUZ INVERTIDA DO SUBCONSCIÊNTE E O ENIGMA PENHA   Minha mãe sempre dizia que, quando Penha deixou de trabalhar na nossa casa, eu fiquei três dias em febre. Que eu era apegada a ela. Poderia ser muito criança, entretanto, eu lembro da Penha. Infelizmente não são boas coisas. Das torturas psicológicas que meu irmão fazia, coisa de irmão, tipo, ele fazer uma voz cavernosa e ameaçar do Hulk (o original da série de TV dos anos 70) vir me pegar. Do Almir me fazendo chorar por qualquer coisa assim parecida, eu baixinha, olhando para ela e Penha rindo de mim me encarando com seus olhos. Atravessando uma ponte, que passa por cima de um rio podre, aqui perto de casa, Almir me pegou pelos braços e me pendurou fora dela, me ameaçando jogar no podre Sarapuí. Ela com sua risada que soava como “risada malvada” de bruxa. Porém existiram bons momentos, eu deveria ser realmente apegada a Penha, porém, foram completamente apagados da minha memória. Não lembro desse apego, d...
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MARTA A Marta foi entre tantas, uma das muitas empregadas que passaram lá em casa. Até onde sei, foi a que mais fez estragos na vida de D. Aparecida. Já publiquei aqui, o delicado tema empregadas domésticas. Que mesmo os meus pais sendo de origem extremamente humilde, não abriram mão de se comportarem como sinhô e sinhazinha em relação as suas empregadas. Folgas quinzenais, dormir no emprego, sem hora pra pegar ou largar. E por causa disso, apenas moças adolescentes ou mulheres solteiras trabalhavam lá em casa. A maioria não ficava muito tempo, outras apareciam, conversavam, aparentemente, aceitavam o emprego, e desapareciam. Essas eram as espertas. A relação dos meus pais com suas empregadas eram as piores possíveis. Uma vez meu pai incitou o meu irmão Alex a levantar a saia de uma delas, com o seu brinquedo “mão biônica”, a coitada chorou feito neném, e meu pai com a sua gargalhada espalhafatosa. Minha mãe era uma chata de galochas. Minha própria tia confirm...