MOMENTOS BIZARROS DA VIDA DA ANITA VALORES Era bem criança, sentada no degrau da escada que levava à laje, entre alguma brincadeira com material reciclável, pensamentos fantástico de uma imaginação, fomentada na solidão de ser a única menina da família, e alheia ao que acontecia ao meu lado, barulho de martelo, conversas masculinas, fregueses sendo atendidos. Entra um senhor magro e alto, pele parda, calça jeans, camisa de botão, azul, atrás dele um garoto. Meu pai atendia os fregueses da sua varanda, esse homem nada trazia, mas foi logo se apresentando, falando quem era, sua reputação… Falava alto, porém sem ser agressivo, forte, gesticulava muito. Típico de palestrantes, hoje, “coach”, era seguro de si. Meu pai, surpreso, apenas escutava, de início sem entender nada. Obviamente, me chamou atenção o que acontecia. O homem queria dinheiro emprestado… Uma emergência que seria paga logo mais. Meu pai, além da reciclagem, possuía negócios que completavam a renda. Penhor, por um mome...