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Mostrando postagens com o rótulo morte

COMPILADOS TUMBLR - CONTOS

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 Postagens da minha outra rede social que trago aqui. Não é muita coisa. Eu a uso mais para seguir fanart dos Transformers. COMPILAÇÃO TUMBLR  CONTOS O Passaporte Você em algum momento da vida f oi feliz? _Não A senhora, para os desatentos, os confundiram. Seu sorriso… Os idiotas são rasos, desinteressados, medrosos. Confirmariam a resposta no questionário, mas escreveriam no quadro da observação: “A entrevistada mentiu.” Esquecem que os olhos são as janelas da alma. Esqueçam o sorriso as sobrancelhas, preste atenção nos olhos apenas. Não precisa da maia nada. Os olhos da senhora deixavam claro o cansaço de lutar , de chorar, de procurar por felicidade, talvez por respostas… Quem não sentiria melhor se ao menos soubesse porque nunca será feliz, do que nada que ela faça, lute ou acredite, mudaria os rumos da sua vida? Aqueles olhos diziam que nem isso ela encontrou. Eu nunca vi um cansaço tão grande, um falta de esperança tão profunda, uma tristeza tão infinita. O buraco da sua...
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  MARLI MORREU   Esse ano, pra Marli, não começou bem. Logo no início, na ressaca das festas de fim de ano, soube que ela foi parar na UTI e ficou mais de uma semana por lá. Voltou, zoou a situação. Fez pouco caso. Marli estava de volta a sua rotina. De manhã cedo, normalmente com um casaquinho, seja qual for a estação, pegando sol para se aquecer nos fundos do ferro-velho. De vez em quando, atendemos fregueses por esse portão. Ela catava as sucatas que caía no chão ou ganhava dos fregueses, pois ela sempre levava água para eles. Sua alegria, era quando enchíamos a caçamba de caminhão com latinha. Se caísse no chão, a latinha era dela. _Espera aí , Marli, a gente tá carregando ainda! Ela não deixava os meninos catarem. Respondia orgulhosa que o Alex permitia. E era verdade. No final do dia, Marli juntava até 5Kg de latinha e no dia seguinte revendia para o Alex, na cara limpa, a sua própria latinha. Como falei antes, Alex não ligava.   Como moram...
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VOCÊ NÃO TEVE CULPA (NEM EU) Chalana enterra o seu filho. Não havia choros ou gritos desesperados no velório. Apenas um silêncio sepulcral. Todos ali evitavam se olhar. A cabeça baixa era regra. NInguém chegava perto do caixão lacrado. Gustavo destruiu sua cabeça, com uma espingarda de cano duplo, com um tiro no céu da boca. Um adolescente, na flor da vida, que resolveu acabar com ela. Chalana está estática. Seus olhos parecem secos de tanto chorar, sem brilho. Nem parece respirar. Ninguém chega perto dela. Seu ex-marido, sua mãe, ex-sogra, irmãos. Apesar de cabisbaixos, os olhares de todos os presentes se dirigem a ela. "Ela não percebeu?" "Como ela não viu o que acontecia em baixo do próprio teto?" "Mãe desnaturada que não sabe o que se passa com o próprio filho!" Seu ex, depois de ficar horas do lado de fora, sem conseguir entrar na sala onde o caixão é velado, de fora, observa a  ex-esposa. Parece querer tomar impulso par...
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MELHORES AMIGAS _Veio me buscar? Ela é tão sutil, tão intrometida, tão quieta, sem educação (nunca bate a porta), indesejada, indiferente. Qual foi o maldito momento em que ela achou que sou sua amiga? _Vim te visitar. _Quando combinaremos aquele passeio? _Não tão cedo. _Tenho datas propícias, nós duas ganharíamos com isso. _Eu não tenho tempo. Tenho uma agendo rígida a cumprir. _E aqueles que fazem as malas, marcam encontro sem combinar nada contigo? _Eu não compareço. _Como não? _É complicado... Café? Cansei de trocar tapetes e carpetes. Ela sempre derrama tudo. Agora é só passar um pano no chão, e não oferecer nada, se quiser evitar maiores trabalhos, mas a inconveniente visita, sempre pede algo para beber e comer. E ainda por cima é vegetariana... A visita começa a falar de novelas, futebol, política, funk, sertanejo, tudo que eu detesto. Sempre finjo ouvir. Que razões faz ela me visitar repetidas vezes? A certeza das minhas limitações. ...
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MINHA VIDA MINHA MORTE Nasci numa família de posses. Tive quarto e brinquedos. Porém com um cabresto curto e sufocante. Não podia brincar na rua, não podia ter amigos. Não podia gargalhar alto. Minha mãe uma senhora doente e stressada, meu pai um ignorante, a ponte de literalmente começar a relinchar dentro de casa. Nunca soube por quê ele fazia isso. Talvez por está puto com alguém, e o relincho dele seria a forma de ele agredir o causador desse seu stress. Foi na adolescência que percebi o que eu realmente me tornei. Uma destrambelhada social. Não namorei, não aproveitei o pouco tempo de beleza que tive, pois não sabia usar o cabelo, não sabia me vestir. Minha fase adulta foi um desastre. Perdi tudo. Até hoje, nada realizado. Meia idade, a velhice batendo a minha porta. Cheguei na fase onde homem nenhum quer me comer mais. O que espera dela? Nenhuma novidade. O mesmo de sempre. Isolamento total. Não sei se quero ter uma vida longa. ...
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LÁGRIMAS DE CROCODILO Ele era um filho que sempre maltratou os pais. Odeia os irmãos, detesta sua família. Com a minha mãe resmungava as piores respostas, para ela ouvir: "vaca velha, bruxa, gagá, maldita."  Roubava descaradamente Dona Aparecida, de dinheiro na carteira a objetos, para gastar com outros e para presentear outros. Um filho maldito, ingrato e tudo de ruim. Eu tinha 12 anos quando minha mãe faleceu. Noviça nas experiências da vida, ainda assim estranhei a reação dele. Amiltom depois de presenciar a morte da mãe, ficou sofrendo calado com seus amigos no seu quarto, eu chorava, brincava, chorava... Não me lembro do que foi feito do Alex, o caçula. Contudo, sentencio: Ele, o maldito, foi o que mais chorou. Passou até mal no velório. Achei suas lágrimas tão fingidas, tão falsas. No enterro da minha tia Nair não foi muito diferente. A filha que gritava horrores para mãe e ameaçava de forma consciente e fria que: _Se meu pai morrer pr...