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TABU

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 QUEBRANDO TABU Lembro do Tabu na penteadeira da minha mãe. Em tempos de taxações absurdas e mercadorias proibidas de importação, (Não, eu não falo de tempos atuais!), eram os anos 70/80, Avon e Christian Gray dominava o móvel. Havia um que não foi vendido pela vizinha ou pela amiga da minha mãe. Nesses longínquos anos, o Tabu já era o perfume da vendinha da rua, da farmácia do João. E carregava a pecha de “perfume antigo”. Cheiro de vovó. Atualmente, é cheiro da bisa ou Tata. Pois quem ocupa atualmente o posto de “cheiro da vovó” é a Avon. Como descrever o Tabu? Forte, entretanto, íntimo  Penetrante Inebriante Eterno  Tabu é um segredo.  O perfume do pinguinho no dedo, e este, toca em cada orelha. Nunca mais vi o Tabu. Nunca comprei o Tabu. Mesmo ele custando menos de cinco reais na vendinha. Dizem que na década de 30, era o perfume que identificava as prostitutas. Adulta, nem pensava no Tabu. De vez em quando, quase alugava meus buracos em posto de gasolina pra co...

As Horas Seguintes

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  AS HORAS SEGUINTES   _Adriana, como foi? Perguntou-me Solimar. Afinal o meu encontro acabou virando assunto da escola. Eu tinha um admirador secreto (?), que independente da minha vontade, na verdade eu não acreditei no bilhete, virou tema na escola. Graças as garotas que mesmo eu dizendo que aquilo parecia trote, insistiram que não. Ainda estava sob o barulho das gargalhadas. Solimar, talvez achasse que aquela quizumba na porta da escola fosse outra coisa. Senti um interesse genuíno na sua pergunta. _É tudo trote. Não existe Robinho. Mas eu já sabia. Dei as costas e me apressei para sair dali. Sem olhar pra trás. Seu rosto surpreso, parecia não acreditar no que eu dizia. Ao menos dela tive essa impressão. Mas não posso dá certeza de nada. Fui para o ponto sem olhar pra trás. Havia meninas da minha sala. Garotas que não deram muita bola para o que aconteceu comigo durante a semana, e tão pouco no que aconteceu minutos atrás. Acho que queria conversar. Ela...
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Um Recalque de Família Dona Maria foi uma das pessoas + insuportáveis que apareceu na minha vida. Como me arrependo hoje da paciencia que tive com ela. Uma velha decadente, difícil de se dar. Possuía um ódio inexplicável pela filha. A criticava desde o parto. Com os filhos homens, um alcoolotra diabético que perdeu a perna para a doença e outro muambeiro, nunca pegou pesado com eles. So em ver a foto da filha, já falava coisas ruins dela. Na juventude rogou uma praga ao seu irmão, definido por ela mesma como o preferido, o amigo, o irmão que amava verdadeiramente, por este ter se recusado a beber uma caipirinha feito por ela. Alegando ser casado e em breve pai. _Não dou um ano pra você tá morto! Dito e feito. Em um ano, morria seu amado irmão, devastado por um câncêr. Isso, pra um cara que ela amava! Apesar de tudo, ate hoje, a minha inexplicável paciência, gerou um fruto. Coisa rara e caríssima nos anos 80: um perfume importado...