TABU
QUEBRANDO TABU Lembro do Tabu na penteadeira da minha mãe. Em tempos de taxações absurdas e mercadorias proibidas de importação, (Não, eu não falo de tempos atuais!), eram os anos 70/80, Avon e Christian Gray dominava o móvel. Havia um que não foi vendido pela vizinha ou pela amiga da minha mãe. Nesses longínquos anos, o Tabu já era o perfume da vendinha da rua, da farmácia do João. E carregava a pecha de “perfume antigo”. Cheiro de vovó. Atualmente, é cheiro da bisa ou Tata. Pois quem ocupa atualmente o posto de “cheiro da vovó” é a Avon. Como descrever o Tabu? Forte, entretanto, íntimo Penetrante Inebriante Eterno Tabu é um segredo. O perfume do pinguinho no dedo, e este, toca em cada orelha. Nunca mais vi o Tabu. Nunca comprei o Tabu. Mesmo ele custando menos de cinco reais na vendinha. Dizem que na década de 30, era o perfume que identificava as prostitutas. Adulta, nem pensava no Tabu. De vez em quando, quase alugava meus buracos em posto de gasolina pra co...