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As Horas Seguintes

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  AS HORAS SEGUINTES   _Adriana, como foi? Perguntou-me Solimar. Afinal o meu encontro acabou virando assunto da escola. Eu tinha um admirador secreto (?), que independente da minha vontade, na verdade eu não acreditei no bilhete, virou tema na escola. Graças as garotas que mesmo eu dizendo que aquilo parecia trote, insistiram que não. Ainda estava sob o barulho das gargalhadas. Solimar, talvez achasse que aquela quizumba na porta da escola fosse outra coisa. Senti um interesse genuíno na sua pergunta. _É tudo trote. Não existe Robinho. Mas eu já sabia. Dei as costas e me apressei para sair dali. Sem olhar pra trás. Seu rosto surpreso, parecia não acreditar no que eu dizia. Ao menos dela tive essa impressão. Mas não posso dá certeza de nada. Fui para o ponto sem olhar pra trás. Havia meninas da minha sala. Garotas que não deram muita bola para o que aconteceu comigo durante a semana, e tão pouco no que aconteceu minutos atrás. Acho que queria conversar. Ela...
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1991   Talvez no início dos anos 90, tenha sido um dos maiores picos de fuga dos brasileiros para o exterior. Não falo de gente que atravessa o México, que pelo Senador Humberto é logo alí, ao lado do Brasil, falo de jovens recém formados, que estudaram por quase 20 anos para esse momento e no término do estudo e /ou estágio, se viu dentro de um país mergulhado em uma das piores crises econômicas da sua história, orquestrado propositalmente por um governo: O Plano Collor. Quem podia, foi para o exterior e fez carreira por lá mesmo. Mas a maioria esmagadora, como eu, não. Pra piorar não tinha um “pistolão”, alguém que me indicasse em uma empresa ou emprego, minha família gargalhava das minhas procuras por trabalho, por não acreditavam em mim. E meus irmãos mais velhos, diziam que não me indicariam pra ninguém. Logo eles que passaram a adolescência e juventude trabalhando e roubando do pai, e somente se viraram, quando foram forçados a isso. O velho faliu, estava na compl...