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Ajudar alguém Sem perguntar quem?

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AJUDAR ALGUÉM SEM PERGUNTAR  QUEM?     Sabe quando você ajuda uma pessoa de coração, sem esperar por retorno nenhum, e ainda assim se decepcionar ou se arrepender de ter ajudado? Eu mesma acho que magoei muito a pessoa que mais me ajudou. Então as palavras que lerá em seguida, não é de nenhum santo sobre um pedestal. Não é de alguém que está aqui pra julgar o juízo e nem as pessoas aqui mencionadas.   Rosa foi uma pessoa que sempre ajudei, e ela teve vários momentos de fome ao lado de Fatinha. Mas não poderia fazer muito, neste momento em que ela me pediu comida. Trouxe legumes ela agradeceu sem graça, embora desconfie que ela, mesmo necessitada,  deu os legumes para minha prima Maria, que morava no mesmo quintal. Não falarei sobre ela, falarei sobre o seu caso, a Telma, com quem ficou morando, depois de terminar com Fatinha.   Telma era pedreira, tinha uma espécie de trabalho fixo na casa de uma família, mas costumava pegar serviços...
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  MOMENTOS BIZARROS DA VIDA DA ANITA Os Cachorros-Quentes de Zenaide Remake   Chegou o momento de pagar os cachorros-quentes que comi fiado na barraquinha dela. Como era segunda-feira, ela não estava na sua barraquinha de verduras em frente ao mercado Vienense do Farroula.   Então fui à sua casa. Eram tempos que passeava pela região quase todos os dias e em todos os horários. Havia muitas macumbas nesses cantos de Largo da Baiana, Farroula, Andrade Araújo, Nova Aurora e outros cafundós que atualmente, não tenho a menor ideia de onde é e de como chegar lá.   Hoje tá tudo mudado. Ruas foram asfaltadas ou deixaram de existir, casas derrubadas, muitas macumbas fechadas. Acho que mais da metade da metade ainda existem.   Chegando no seu portão, foi a sua mulher que me atendeu, a Zoraide. Não éramos amigas, mas parecia haver intimidade suficiente para que ela me convidasse a entrar: _Entra! Toma um café com a gente! A Rosa (uma amiga em comum) ...
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COMÉDIA DO PATRIARCADO PRIVADO III (acho) A Culpa e Toda Dela! Romão e Neinha. Um casal típico da classe média baixa beforroxense. Ele motorista de ônibus, ela diarista. Como todo casamento, sua base era a hipocrisia e o fingimento da parte dele, e toda verdade, cobrança e fidelidade, assim como ilusões da parte dela. Eram vizinhos de Nora. A melhor amiga de Néia. Nora era mulher de sapatão, como na gíria da época, "entendida", tinha uma união estável com Zoraide. No quintal de Neia, moravam ao todo 4 famílias. A matriarca, e mais 3 casinhas dos seus filhos com seus cônjuges. Uma vez, Mariel, cunhada de Neia, escutou uma conversa de seu próprio marido, marido de Néia e um outro cunhado. Entre cerveja e maconha, eles estavam planejando um curro em Nora. Eles a consideravam uma negra bonita, um desperdício de mulher, já que era casada com sapatão. E imaginavam também, uma vagina apertada "de pouco uso" da qual nunca saiu filho nenhum del...
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COPACABANA Fiquei surpresa quando descobri que Rosa, há quase vinte anos, possuía um ponto nas areias de Copacabana. Era situada em frente ao posto 4, hoje, basta descer na estação do metrô e caminhar à praia que encontrávamos a sua barraca. Nela conheci personagens reais, comuns em todo lugar, mas que foi o meu primeiro contato com gente da Zona Sul do Rio de Janeiro. Ao todo, me decepcionei. Eram tão pobres como eu. Rosa me explicou que Copacabana era o subúrbio da Zona Sul. O bairro é recheado com prédios cujos apartamentos são minúsculos. Pequenos mesmo. Em suma alugados. Um aluguel, para os padrões da Baixada, caro, porém, valia à pena: perto do trabalho, próximo ao mar... Flor foi a freguesa da Rosa que mais me chamou a atenção. Beirando os quarenta anos, porém, vinte anos de sol, a envelheceu mais que o devido, era loira “verdadeira” com cabelo liso e ralo, baixinha, no peso ideal. Pelas suas costas o povo fazia escárnio da mulher: Vinte anos de pra...