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Meu Primeiro Chifre

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MEU PRIMEIRO CHIFRE Foi logo na estreia. Com o meu primeiro namorado. Não foi nada traumatizante e fui saber beemmm depois, e se tivesse sabido na hora, também não faria diferença. Nunca quis namorar o Alexandre. Queria namorar o Claudio Antônio, mas por causa da minha inexperiência e doentia timidez, caiu de paraquedas no meu colo o Alexandre. Eu tinha que começar com alguém, né? Namorico de portão, beijinho na boca no final, que nem queria dar, se ele não puxasse o meu braço sempre que nos despedíamos. E claro, marcação do pai. Quando entrei, Alex e Wendel, um menino que meu pai estava criando, saíram correndo, Fiquei bolada. Eu 13 anos, criada na repressão, no machismo, na misoginia de uma família predominantemente de homens, sendo vigiada por dois garotos mais novos que eu. Talvez Seu Miro imaginasse que poderia perder o cabaço, ali mesmo no portão. O Alexandre, como a maioria dos homens da minha geração, pode ser tipificado normalmente como o "hom...
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MARTA A Marta foi entre tantas, uma das muitas empregadas que passaram lá em casa. Até onde sei, foi a que mais fez estragos na vida de D. Aparecida. Já publiquei aqui, o delicado tema empregadas domésticas. Que mesmo os meus pais sendo de origem extremamente humilde, não abriram mão de se comportarem como sinhô e sinhazinha em relação as suas empregadas. Folgas quinzenais, dormir no emprego, sem hora pra pegar ou largar. E por causa disso, apenas moças adolescentes ou mulheres solteiras trabalhavam lá em casa. A maioria não ficava muito tempo, outras apareciam, conversavam, aparentemente, aceitavam o emprego, e desapareciam. Essas eram as espertas. A relação dos meus pais com suas empregadas eram as piores possíveis. Uma vez meu pai incitou o meu irmão Alex a levantar a saia de uma delas, com o seu brinquedo “mão biônica”, a coitada chorou feito neném, e meu pai com a sua gargalhada espalhafatosa. Minha mãe era uma chata de galochas. Minha própria tia confirm...