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MOMENTOS BIZARROS DA VIDA DA ANITA - OS TIROS DA COPA

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  O ano era 2002. Na madrugada desse dia, o Brasil havia ganho o até então, mais difícil jogo. Brasil2 x Inglaterra1, com Ronaldinho expulso aos 20min do segundo tempo. Não assisti os jogos, mas escutei as comemorações dos vizinhos. Vida que segue, abri o ferro-velho e fui trabalhar. Apareceu o meu freguês de catalisador. Sentada na mesa, fazendo a sua conta ouvi três estrondos. _Devem ser fogos, o Brasil ganhou. Ele disse: _Não é não. São tiros. Maluca que sou, fui ao portão e vi um carro da polícia civil com 3 policias enormes de gordos. Pensaram em perseguir os bandidos, mas estes, no desespero, se jogaram no podre rio Sarapuí, mas conhecido como valão e pelo matagal que o cerca. Eram três moleques, com ao menos um deles com arma na cintura. Sua intenção? Com certeza assaltar o ferro-velho. Os gordões impediram. A raiva toda foi que o único atingido, se embrenhou pelos gigantescos canos da CEDAE, e meu irmão, o pior de todos, a desgraça da minha família e vida, fez questão ...
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  MOMENTOS BIZARROS DA VIDA DA ANITA O Que Aconteceria Se...   Quem me acompanha há muito, (mas há muito tempo mesmo), talvez se lembre da tragédia que foi a realização de um sonho de minha mãe.  O de ter uma casa separada do ferro-velho, onde ela, que sempre foi criada em roça, poderia finalmente ter suas plantas. Apesar de haver uma explicação espiritual pra tamanha tragédia, pois um dos filhos da caseira era macumbeiro e enterrou sete exus no quintal, que quando manifestados, reivindicaram o sítio para eles, há toda uma conjuntura real que passa bem longe de exus revoltados com a venda. Simples: No sítio havia uma caseira que morava nele há quinze anos, com nove filhos marmanjos juntos. A antiga dona deixou para meus pais o trabalho de demiti-la. Não teria como morar no sítio com eles. Apesar dos meus pais contratarem uma de suas filhas como empregada, que acabou virando amante do seu Miro, obrigando D. Aparecida a dividir o teto com a amante de seu mar...
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O PRIMEIRO ASSALTO   Foi o primeiro assalto que minha família sofreu. Era muito criança. Eu e meu irmão Alex, almoçávamos na sala, com minha tia Leninha, que na época trabalhava como doméstica na nossa casa. Vi meu pai, um freguês e o filho dele, meus irmãos mais velhos e meu tio Ito, todos entrando em fila. Meu tio foi o último a entrar em casa, por isso havia um homem logo atrás com um revolver na sua cabeça. Não tinha noção do perigo que corria. Todos foram trancados em quartos e banheiro. Um dos ladrões ficou conosco e a minha tia na sala. Estávamos com o prato na mão. O assalto de certa forma foi demorado. Lembro do bandido ameaçar matar eu e meu irmão e minha tia se ajoelhando, implorando por nossas vidas. Ficamos quietinhos. Os sentimentos que tenho nessa situação, é... Indiferença? Sabe a sensação de olhar uma enorme equação matemática e não entender nada? Não me lembro de medo, porém, minha mente pode ter bloqueado essa lembrança. Os assaltantes se foram. N...