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Festa de Aniversário

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FESTAS DE ANIVERSÁRIO Nos anos 80, ao menos aqui na Baixada, não havia essa cultura do aluguel de espaço, artistas, palhaços, mágicos, lembranças e por aí vai. A exceção era o aniversário de 15 anos. Uma tradição que vem desaparecendo drasticamente, afinal, com 15 anos, as meninas estão fazendo chá de bebê e não debutos. Eu particulamente, considerava uma breguice, mas era necessário, de certa maneira, a adolescente ser apresentada a sociedade, seria como a iniciação da vida (quase) adulta de uma ex-menina. Era o momento em que a filha era ofertada a sociedade, onde convidados, futuros candidatos a maridos, eram convidados a festa e conhecerem a virgem e a sua família. Com 15 anos, a jovem poderia usar salto alto e pó de arroz. Batom, somente as putas o usavam. Festa tradicional assim, foi a da minha prima. Com missa, festa em casa, bolo gigante de 3 andares. Nossa, o bolo...! Confeitarias especializadas não existiam. Se encomendavam em uma padaria ou a uma bo...
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MOMENTOS BIZARROS DA VIDA DA ANITA A Macumba de Vigário Geral Não sei precisar se isso aconteceu antes ou depois daquela chacina horrorosa, onde policiais invadiram uma favela em Vigário Geral, atirando a esmo, em pessoas inocentes, onde famílias inteiras foram executadas, em vingança ao assassinato de policiais no dia anterior. Mas foi por aí, no comecinho dos anos 90. Dona Eulina, iria tocar uma macumba no barracão da sua nova filha de santo. Um tipo de filho chamado de “enxerto” entre o meio. Filhos de santos iniciados e raspados em outras casas, e que acabam saindo desta, fazem suas obrigações em outras. Eulina convocou seus filhos a irem também, Rosa, como sempre, a contragosto foi. Ao chegarmos, a macumba ainda não havia iniciado, não por esperarem Eulina, mas porque a casa não tinha ogãs. Casa que não tem ogã, fica dependendo de ogãs de outras casas. A maioria, só comparece nesses casos, se forem pagos para isso. Ninguém apareceu, o jeito foi ape...

A PIOR FESTA INFANTIL DO MUNDO - Uma Noite de Bolo e Horrores

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A PIOR FESTA INFANTIL DO MUNDO UMA NOITE DE BOLO E HORRORES Inspirado em fatos Clarissa é uma adolescente ainda por encontrar o seu caminho. Estuda, não trabalha legalmente, mas vive atrás de um extra. Em vez de vender Avon, como faz as suas coleguinhas, ela vende bolos na escola. Na encolha. Entre os corredores vazios, e até no banheiro. Principalmente depois do que aconteceu com sua amiga Luciana. Foi oferecer coxinha, (e saborosa), na sala de aula, causando até briga entre os alunos, pois a comida da cantina era horrível e de má fama. Foi caguetada pelo pela-saco do Guilherme. Sua mãe trabalhava na secretaria, e íntimo dos funcionários e diretores do colégio. No final do recreio, diretora grossa e carrancuda da Beth, deu um carão na garota, no pátio da escola, pelo microfone! Tudo em nome do monopólio dos sanduíches recheados com queijo e barata da cantina. Como boleira aprendiz de confeiteira, ela fazia bolo de graça para as festas dos seus parentes e am...
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O NATAL DE POLIANDRA Quando eu era criança, o costume da minha família era toda ela se reunir na casa dos meus pais. Os mais bem sucedidos do clã. Apenas um tio que era tão bem sucedido quanto e algumas irmãs da minha mãe não compareciam na data, estas por preferirem passarem o natal na delas, avessas a aglomerações muita das vezes forçada entre parentes. Havia um casal de primos que só via nessa data. Alexandro, um pouco mais novo que o meu irmão caçula e minha prima Gisele um pouco mais velha que eu e minhas outras primas. Alexandro ficava com meu irmão, mas sempre que seu pai abria uma oportunidade de ter criança (homem) por perto dos adultos, colava na aba do pai. Gisele era uma chata, e desde os onze anos já se sentia uma “moça”, não participava das brincadeiras, não tomava banho de borracha e não saía de perto das asas da mãe. Seu papo era sempre o mesmo: o de quanto se divertiu com os adultos (mulheres) na cozinha. Homens na sala bebendo e mulheres na ...