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Mostrando postagens com o rótulo patriarcado
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  COMÉDIA DO PATRIARCADO PRIVADO   VI   A Sagrada Família   A avenida ganharia novos vizinhos. Moravam em outra avenida na mesma rua, a poucos metros de distância. Dá pra desconfiar de circunstâncias assim. Pra que alguém mudaria de casa, algo sempre trabalhoso e estressante para praticamente não sair do lugar? Não era problema meu. A avenida é do meu irmão. Foi o auge. Quartos alugados e, ao menos nessa época, sem grandes aborrecimentos, comuns no ramo como: ·        Inquilino que antes de sair, quebra a casa toda por maldade, mesmo este com aluguel atrasado por quase um ano. Andréia então, levou até a privada do quarto de onde morava, a porta e quando começou a quebrar a janela, os vizinhos a impediram. Ela alegava que o morador anterior a ela, que em acordo com meu irmão, fez consertos no quarto, deu tudo para ela, antes de mudar-se. ·        Inquilinos que para alugar, ajoelharam-...
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COMÉDIA DO PATRIARCADO PRIVADO   Os reis do Vaso Sanitário   Somos mulheres, e por causa do que temos, a hora do pipi é um dos momentos mais inconvenientes. Daí ser comum mulheres chegarem em suas casas e correrem para o banheiro. Apesar de ser recorrente nesses momentos, Letícia esquece a lógica e depois de vários acessos negados, pois é comum bares responder que o banheiro é só para homens, que o banheiro está interditado, só para clientes e por aí vai. Ainda tem que esperar que alguém abra o portão, na corrida ignorar o seu tio, ignorar a piada sem graça de um de seus irmãos, a crítica pesada de outro sobre qualquer coisa relacionada a ela, e o sinal de maluca que o irmão mais velho sempre faz quando ela chega em casa. Para sua sorte não há ninguém no banheiro, quase chegando, a empregada sai da cozinha em direção a porta do banheiro. _Desculpa! Desculpa! Empurra a pobre da menina que tem quase a sua idade. Força e pressa sempre andam juntas, sem querer el...
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OPINIÃO LIVRE NUMA FAMÍLIA PATRIARCAL A professora/diretora Regina tinha características homossexuais claras. Não precisava ser da trupe, para se reconhecer que aquela mulher era sapatão. Mas nos anos 80, não havia esse reconhecimento descarado, não havia esse "radar". Mesmo porquê, homossexualismo feminino, era "raro" e escondido. Mesmo quando um mulher se comportava e se vestia como homem, não havia o questionamento público ou até mesmo a maldade em apontar o dedo na mulher que gostava de mulher. Regina tinha cara de braba, séria, cabelo curto, além de outros trejeitos. Não sei se é por causa da moda da época, mas ela usava muito calças de lycra nas cores claras e berrantes. Que sabemos nós, não ser uma roupa própria para o dia a dia, até em academias ela não fica bem. Pois marca demais o corpo. Regina ainda usava camisas curtas, a impressão que tinha, é que ela gostava de exibir o seu "testão", a buceta mesmo. Era o equivalente ao Eliezer, qu...
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NÃO PODE RIR MOMENTO BIZARRO DA VIDA DA ANITA Esse é um momento que por mais de 20 anos, causou-me crises de risos incontroláveis. A ponto de causar dor na barriga. Talvez seja um exemplo de patriarcado vigente na minha família. Era explícito, escabroso e injusto. A diferença de crianção de meus irmãos e eu era clara. Toda liberdade para eles, homens e proibições para mim, mulher. Não podia rir, falar sacanagem, embora ouvisse sempre, não podia opinar. Qualquer coisa diferente que eu dizia, sobrava para a coitada da empregada, acusada de "encher minha cabeça" de caramiolas. Sendo que as coisas mais cabulosas eu ouvia de dentro da minha casa, havia a escola... Gente, eu não era um eremita, embora minha mãe preferisse que fosse. Mulher podia até ler, mas não podia conversar com ninguém, nem com ela o que aprendia, convivia. Autoestima também era perigoso, ela sempre me botava pra baixo na frente das pessoas. Ela tinha certeza que se eu me destacasse, seja co...
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COMÉDIA DO PATRIARCADO PRIVADO lV (Não tenho certeza) O Nascimento da Sogra Nana é uma eremita. Bonita, bem tratada, relativamente bem sucedida. Patrícia é atualmente a sua única amiga, a única no seu zap, a única a frequentar a sua casa. O destino deu uma força, pra Nana tê-la como amiga. Seus celulares eram o mesmo, nesse dia ela estava sentada no bar da Patrícia, ela ligou o Blue Tooph, e o programa captou o dela. Patrícia, comunicativa e até um certo ponto, meio que sem noção e intrometida, foi cavando a amizade com Nana. Nesse dia, Patrícia fala que reencontrou sua ex-diretora de colégio. _Quando soube que ela nunca se casou, me deu uma pena! Ela sempre foi tão bonita! _Me poupe da sua pena, Patricia. Por favor. Nana é o tipo de mulher catalogado pejorativamente como "solteirona" ou "encalhada". _Não é isso que quero dizer. A diretora Marluce sempre foi bonita, elegante. Não merecia destino tão triste. _Então, por eu ser...