OS CRENTES E EU Não tenho rancor ou implicância com os crentes. Ao contrário, os trato muito bem. O erro que cometia, e que muitos cometem, e abri a porteira da casa, logo que se ver um crente, por achar que o cara, sendo cristão, é 100% confiável. E não são. Caráter não depende da religião. Ainda assim, fui criada dentro de um ranço familiar de “não gosto de crente.” “Crente é raça que não presta.” Por causa dos meus pais. Não sei qual a razão do Seu Miro não gostar deles. Não sei quais foram as suas más experiências com essa gente, mas o ranço da minha mãe era nítido: O seu padrasto. O “Seu Erpídio”, homem de quem nunca considerei avô, nem postiço, e minha mãe nunca me cobrou por isso, era pastor da Assembléia, um cara que nunca gostou de trabalhar, quando minha avó adoeceu, não podendo mais trabalhar na roça que ela tinha, trocou um gigante terreno, por um minúsculo de barro e água de poço. Quando minha avó morreu, no dia seguinte foi morar com a amante, que já ...
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