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  MOMENTOS BIZARROS DA VIDA DA ANITA Estão problematizando tudo, para o maior controle social das pessoas e censuram uma simples conversa entre pessoas comuns.   RACISMO   QUANDO AS CRIANÇAS MOSTRAM AS CAVEIRAS OCULTAS DOS ARMÁRIOS DOS SEUS PAIS.   AS MÃES   Minha mãe por uma razão completamente desconhecida, bizarra, e completamente sem lógica, fazia com que a gente fôssemos expulsos de casa ao meio dia em ponto, para chegar à escola por volta de meio dia e quinze e assim, ficássemos de pé até uma hora da tarde para os portões se abrirem, e a gente entrar. Sendo que os portões fechavam somente as 13:20hra. Uma tortura diária, e por causa disso, ainda era zoada na escola. Qualquer criança entendia a anormalidade dos horários de D. Aparecida. Não tinha nenhum amigo comigo nesse horário. Uma vez ao entrar na escola, puxei conversa com uma conhecida, afinal, havia ficado mais de meia hora em pé, em completo silencio, na fila para entrar no por...

Benjamin e Rebeca

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Benjamin e Rebecca Benjamin não conheceu a sua mãe. Conheceu várias candidatas a sua mãe, mesmo na sua jovem vida, oito anos. Mulheres que apareciam na casa de seu pai, ficavam alguns meses ou anos, e partiam. Essas despedidas quase sempre surpresas, pois a maioria simplesmente desaparecia de sua casa, quase sempre o fazia sofrer. Teve mulheres que, quando Benjamin não a via mais em sua casa, o fazia chorar. _Pai, cadê a mãe Madalena? Seu pai, seco, importunado pela pergunta, respondia: _Ela não mora mais com a gente. Benjamin danou-se a chorar na mesa do café. Madalena foi a única namorada do papai por quem ele realmente se apaixonou, aquele amor de menino, por sua mãe. As outras eram frias, o ignoravam, tinha até as amáveis, somente quando seu pai estava por perto. _Larga de ser maricas! Ela não era sua mãe! Depois da escola, vá direto para a sua avó. Era a avó materna de Benjamin. Era meio que uma avó robô. Dava comida, banho, respondia as pergunta...

HERANÇA

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HERANÇA O sol partia Ao chão caia E minha vida revia O sofrimento do parto O frio O grito A primeira surra Porque de noite não dormia De dor e fome, sofria Sinto meu corpo crescer O chão, meus pés conhecer Apanhei porque novamente chorei Medo de rir Medo de falar Medo de brincar Apanhava todo dia Porque não me desenvolvia Vizinhas, avós e tia Pouco de mim fazia A primeira surra (?) Que não foi do meu pai E nem da minha mãe Do meu avô Da babá e da minha tia Era de um garoto da escola Que de porrada me cobria Minha mãe se drogava Meu pai bebia Meus irmãos brincavam Enquanto de casa fugia Muitos caminhões eu carreguei Banheiros eu limpei E em todos os dias que passei Os livros não larguei Estudei, me formei Me viram Os avisaram Eu fui encontrado Apareceram Pai, irmãos, passarinho e gato Na minha casa esmurrando a porta Gritando em brado Os ignorei Apenas os animais entrar...