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  PRÓLOGO O texto é antigo. Eu esperando reconhecimento pelo meus escritos. Não espero não. Apenas escrevo, e obrigada a todos que comparecem aqui e leem Foi uma brincadeira, esses estalos que aparecem na mente. A maioria dos meus textos aqui, são estalos. Escrevo na hora e publico. Primeiro, publiquei ele na minha falecida página no Facebook. Pagina que criei para promover o blog, mas o efeito foi zero. Ela nunca aumentou (em nem mesmo), em 0,000000000000000001% as visitas no blog. Como sou apenas eu, e não tenho uma produção em massa de textos, afinal, trabalho, nunca recebi um puto por isso, nem após a publicação do pix, além de não ter um cronograma estável, tipo, "toda sexta texto novo", tinha que preencher a páginas com curiosidades, crônicas, qualquer coisa, porém, não qualquer merda. Não havia putaria, memes. Eram publicações sobre cultura, e um humor sutil, nas palavras de um cara que curtiu a página: "inteligente". Anos 80, nostalgia, livros, memes criados...
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  O DEMÔNIO QUE RI   Ela sempre sorria Cantos dos lábios em cada lado da face Sorriso tímido Às vezes uma boa gargalhada. Riso deboche Riso vitória Riso vergonha Sorriso derrota Rindo chorando... Sua alegria(?), às vezes irritava. Nunca séria ficava. _Para com isso! Não é momento pra tal! _Tá rindo de que, mulher? Como se quisesse controlar os lábios, com bastante força, ela dizia: _Desculpe, mas eu não posso... _Não pode ficar triste?! Por acaso estou te pedindo isso? Eu apenas quero respeito! É o mínimo exigido aqui! Foi expulsa de vários velórios por causa disso. Às vezes de forma educada, quando a família do morto sabia de sua condição, porém na maioria das vezes, aos gritos. Partia enxugando as lágrimas, porém rindo. Sua vida era difícil, vizinhos que viravam a cara pra ela, alta rotatividade em empregos... Havia um paradoxo na sua vida. Tatiana era querida pelas crianças, principalmente pelas crianças cruéis. Umas xingavam, out...
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O BATE-BOLA Se nos países de língua saxônica, existe o Dia das Bruxas, que é o dia em que um portal se abre para que almas do submundo caminhem sobre a terra. No Brasil, embora sem a consciência de todos, temos o carnaval. A festa da carne. A festa pagã, condenada pelos cristãos, amada pelos pagãos e pelos cristãos-umbandonblezistas, que antes dele, fazem os seus ebós de limpeza e proteção e depois dele, vão para a missa de quarta-feira de cinzas receberem as bênçãos do padre. No carnaval, quem não deve, não teme, e sai à rua para pular a sua alegria, quem deve, sai assim mesmo, porque são apenas quatro dias por ano e não dá pra se esconder nos dias em que o país inteiro sai às ruas para brincar. Rosana tomou um verdadeiro pavor do carnaval. Diz que estava entre a multidão na grande festa, toda feliz a cantar, bailar com a sua cerveja na mão, quando um desconhecido que estava ao seu lado, cai duro no chão, atingido por um tiro. Tiro que ninguém ouviu. Atir...