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O Dia em que Quase Fugi de Casa

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 Olá robôs do Google que estão sempre aqui para a plataforma me dar uma moral. O copia e cola de hoje , é um texto bem antigo que havia prometido publicar aqui, porém nunca fiz. Como disse antes: "mídia perdida achada". Não foi o dia em que meu pai mais me meteu medo. Entretanto foi o dia que é o melhor exemplo de definição do que era conviver com um homem "que falava em códigos" e não aceitava perguntas. Apesar de tudo, ele não merecia o  fim melancólico, humilhante, doente e falido. Ainda mais causado por aqueles que deveriam acima de tudo honrá-lo.. Mesmo com todos os seus defeitos, ele foi um pai. Sou uma traumatizada, destruída psicologicamente graças a sua criação e a convivência com meus irmãos, entretanto, ele me deu comida, roupa e estudo. Se fracassei, a culpa é toda minha. Eu perdoo pa,i e o agradeço por tudo. O DIA EM QUE QUASE FUGI DE CASA E/OU A QUEDA DE SEU MIRO... APRESENTAÇÃO: A cara do vovô. Meu pai não conheceu nenhum neto dele. Ficaria todo bobo,...
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Obrigações Sociais Sempre tive um lado meio matuto. Não sei se nasci assim ou se nasci assim, e foi cultivado pela clausura imposta pelos meus pais até a pré-adolescência. Minha primeira experiência social, a escola, foi um pesadelo. Não lembro de ter conquistado amigos no jardim de infância. Havia o encosto chamado Gisele, que apenas se aproximava de mim, para jogar as piores pragas possíveis, como essa em que ela dizia, que quando chegasse em casa, encontraria toda a minha família morta. Vivia me caguetando para a professora, tudo e qualquer coisa que fizesse, como por exemplo, catar meleca... Não podia brincar na rua com as outras crianças. Por minha casa também ser um ferro-velho. Meus pais não eram fãs de visitas e crianças em casa. Havia as filhas das vizinhas, com quem minha mãe tinha amizade, e permitia algumas vezes, brincar comigo. Lembro que nos divertimos muito numa tarde. Tanto que elas voltaram. _Nossas mães permitiram que a gente ficasse, at...

HERANÇA

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HERANÇA O sol partia Ao chão caia E minha vida revia O sofrimento do parto O frio O grito A primeira surra Porque de noite não dormia De dor e fome, sofria Sinto meu corpo crescer O chão, meus pés conhecer Apanhei porque novamente chorei Medo de rir Medo de falar Medo de brincar Apanhava todo dia Porque não me desenvolvia Vizinhas, avós e tia Pouco de mim fazia A primeira surra (?) Que não foi do meu pai E nem da minha mãe Do meu avô Da babá e da minha tia Era de um garoto da escola Que de porrada me cobria Minha mãe se drogava Meu pai bebia Meus irmãos brincavam Enquanto de casa fugia Muitos caminhões eu carreguei Banheiros eu limpei E em todos os dias que passei Os livros não larguei Estudei, me formei Me viram Os avisaram Eu fui encontrado Apareceram Pai, irmãos, passarinho e gato Na minha casa esmurrando a porta Gritando em brado Os ignorei Apenas os animais entrar...