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Maria Ercilha Dalte Crem

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 Meu blog continua recebendo novas visitas todo mês. Entretanto, não são esses textos escritos ou salvos do celular que vem atraindo a atenção. São os contos e séries, que estão terminantemente parados  Não dá pra escrever uma série, saga ou conto do celular. Desculpa. Publico aqui escritos, com leitura leve, quase a transcrição do meu pensamento no momento. Não são longos.  No note eu salvo, corrijo, reescrevo, releio. Não dá pra fazer isso no celular. Preciso de um notebook. Novo ou  Não liga pra mim. Não vou atender. ODE MY GRANDMOTHER Dona Aparecida eu e Alex O nome da minha avó paterna é uma charada: Maria Ercilha Dalte Crem. Pesquisei esse sobrenome e não encontrei nada. Jogo no tradutor e ele joga qualquer língua, romena, catalão, italiano… Ela se casou com um italiano, e seu pai era alemão. Desconfio se o seu sobrenome foi aportuguesado. Quando obtive a segunda via da minha certidão de nascimento, a moça perguntou se esse era mesmo o sobrenome da minha a...
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COMÉDIA DO PATRIARCADO PRIVADO lV (Não tenho certeza) O Nascimento da Sogra Nana é uma eremita. Bonita, bem tratada, relativamente bem sucedida. Patrícia é atualmente a sua única amiga, a única no seu zap, a única a frequentar a sua casa. O destino deu uma força, pra Nana tê-la como amiga. Seus celulares eram o mesmo, nesse dia ela estava sentada no bar da Patrícia, ela ligou o Blue Tooph, e o programa captou o dela. Patrícia, comunicativa e até um certo ponto, meio que sem noção e intrometida, foi cavando a amizade com Nana. Nesse dia, Patrícia fala que reencontrou sua ex-diretora de colégio. _Quando soube que ela nunca se casou, me deu uma pena! Ela sempre foi tão bonita! _Me poupe da sua pena, Patricia. Por favor. Nana é o tipo de mulher catalogado pejorativamente como "solteirona" ou "encalhada". _Não é isso que quero dizer. A diretora Marluce sempre foi bonita, elegante. Não merecia destino tão triste. _Então, por eu ser...
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CIRANDA CIRANDINHA Fui ao inferno Buscar o meu chapéu Vermelho e preto Da cor deste céu Ouço os gritos de terror Meus pés não se queimam Caminhando neste ardor Onde está o meu chapéu? Ninguém me diz nada? Olha a roda (que) roda roda roda Olha o pé pé pé Se no inferno aqui caminhas Condenado você é Condenados são aqueles Que afundam na maré As brasas não me queimam E atrás do meu chapéu Caminho pela lava a pé Mergulho no mar de fogo Fervente com afogados a gritar Não sou uma condenada Uma criança entre almas a penar Condenados não me fazem parar Saia enquanto é tempo Ele roubou para te atrair Doce, ingênua criança Nas armadilhas do diabo  Vai cair Afundada no mar de fogo Meu corpo queima como brasa Não sinto dor Ele brilha como uma lamparina Extasiada, começo a dançar como bailarina Criança, não zombe do demônio Em algum lugar ele gargalha Com o seu chapéu Ele acredita que essa luta já venceu...