CIRANDA CIRANDINHA Fui ao inferno Buscar o meu chapéu Vermelho e preto Da cor deste céu Ouço os gritos de terror Meus pés não se queimam Caminhando neste ardor Onde está o meu chapéu? Ninguém me diz nada? Olha a roda (que) roda roda roda Olha o pé pé pé Se no inferno aqui caminhas Condenado você é Condenados são aqueles Que afundam na maré As brasas não me queimam E atrás do meu chapéu Caminho pela lava a pé Mergulho no mar de fogo Fervente com afogados a gritar Não sou uma condenada Uma criança entre almas a penar Condenados não me fazem parar Saia enquanto é tempo Ele roubou para te atrair Doce, ingênua criança Nas armadilhas do diabo Vai cair Afundada no mar de fogo Meu corpo queima como brasa Não sinto dor Ele brilha como uma lamparina Extasiada, começo a dançar como bailarina Criança, não zombe do demônio Em algum lugar ele gargalha Com o seu chapéu Ele acredita que essa luta já venceu...