ESQUIZOFRENIA MINHA ETERNA COMPANHIA A parede da esquerda repassava pra mim toda a briga do casal Como se eu quisesse ouvir... A da esquerda ria descontroladamente brincando com as crianças Como se eu quisesse ouvir! O teto cantava, esgoelava, Nelson Gonçalves Eu não quero ouvir!! O chão assistia um suicida. Fazia dele um balanço Nos seus últimos engasgos de agonia Não aguentava mais ouvir Ver Sentir O tapete me envolve, acolhe acaricia O coração desacelera Do quarto, saem correndo em meu socorro O travesseiro e o lençol A mesa da sala começa a tremer A se balançar furiosamente O remédio, esse sempre atrasado nas obrigações Ela quer acordá-lo Ele assustado cai ao chão Rola até a mim Se desculpa _Isso não vai acontecer de novo, te peço novamente seu perdão!
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CIRANDA DE RODA Onde foi parar o Velho Cruz Velho Cruz Velho Cruz Onde foi para o Velho Cruz? Com seu saco a catar A catar A catar E o lixo revirar Alguém viu o Velho Cruz Velho Cruz? Velho Cruz? Quem sabe do Velho Cruz? Com seus cachorros a caminhar Caminhar Com seus cachorros a Caminhar Com seu saco cheio de latinha No carrinho papelão E a cachaça sempre presente Segura e firme na outra mão Que fim levou o Velho Cruz Velho Cruz Que fim levou O Velho Cruz? O Velho Cruz Ninguém viu Ninguém viu Desde ontem a noite Velho Cruz sumiu Seus amigos foram às marquises Procurar Procurar O Velho Cruz vamos encontrar Já encontramos o Velho Cruz Velho Cruz Já encontramos O Velho Cruz Era uma cena de assustar Assustar Assustar Sangue e gente quase morta a agonizar Adolescentes caídos Mordidos Com a carne rasgada Todos os garotos foram vencidos Em sua volta garrafas de á...