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FELIZ ANO NOVO, NELLY

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  FELIZ ANO NOVO, NELLY   É um texto muito difícil de escrever. Vão me julgar como radical e/ou narcisista e/ou ruim mesmo. É uma resposta, resposta a um aceno, a um “Feliz ano novo” que ela me dedicou ano passado. Não sei se ela está viva, se está bem, porém, faz de conta que nada mudou na vida dela. Se não aconteceu nenhuma tragédia, tudo deve estar muito bem. Então: Nelly, talvez eu tenha confundido você com outra coisa, e não é difícil alguém se enganar contigo. Afinal, você quase toda semana, postava uma pizza gigante, com você e seus familiares em volta, achava que você gostava de pizza, e você disse-me que não (?). Parece que comer pizza pra você nos domingos à noite era quase um sacrifício pela família, então, seu sorriso na foto, não era pela pizza, era pelo final de domingo, irmãs, sobrinhos, sobrinhos-netos reunidos.  Por eles, valeria o esforço de comer uma pizza.   Você venceu, rodou o mundo, talvez não pareça uma rica, embora tenha min...

AVISO

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  Estou sem note. Não sou Marília Gabriela "que escreve artigos até no celular". Estou doente Com projetos atrasados e que , agora mais que nunca, precisam ser realizados. Não estou falando do blog. O blog é uma realização pessoal, tentei alguns projetos por ele, porém, embora os leitores da página tenha crescido muito, ela nunca me deu retorno financeiro. Daqui obtive um reconhecimento silencioso que me traz algum orgulho, porém, não alegria. Não sei como ou quando comprarei outro note (usado, se isso acontecer).  Fiquem com Deus
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  MARLI MORREU   Esse ano, pra Marli, não começou bem. Logo no início, na ressaca das festas de fim de ano, soube que ela foi parar na UTI e ficou mais de uma semana por lá. Voltou, zoou a situação. Fez pouco caso. Marli estava de volta a sua rotina. De manhã cedo, normalmente com um casaquinho, seja qual for a estação, pegando sol para se aquecer nos fundos do ferro-velho. De vez em quando, atendemos fregueses por esse portão. Ela catava as sucatas que caía no chão ou ganhava dos fregueses, pois ela sempre levava água para eles. Sua alegria, era quando enchíamos a caçamba de caminhão com latinha. Se caísse no chão, a latinha era dela. _Espera aí , Marli, a gente tá carregando ainda! Ela não deixava os meninos catarem. Respondia orgulhosa que o Alex permitia. E era verdade. No final do dia, Marli juntava até 5Kg de latinha e no dia seguinte revendia para o Alex, na cara limpa, a sua própria latinha. Como falei antes, Alex não ligava.   Como moram...