Postagens

Mostrando postagens com o rótulo feio
Imagem
  CONSTRUINDO O FEIO Dizem que o feio não nasce. Torna-se.   Pessoas ditas feias podem não se sentirem assim, mesmo que um ou outro babaca comente com seus amigos o quanto ela é feia. Contudo, sabemos que esses comentários, essas “opiniões” não são gratuitas. Quando a pessoa é feia e se senti assim, ninguém comenta ou critica. Haverá piadas de gente sem graça, mas quando um ser faz questão de espalhar a sua opinião sobre a aparência de alguém, fomentar comentários reprovativos a sua beleza entre os e os não seus, mesmo que ele, de forma fria e estética, esteja dizendo o óbvio, não é a feiura que lhe incita tantas narrativas.   É o fato da feia não se sentir feia. Ser segura, ser vaidosa, ter namorado e/ou pagar suas contas sozinha. Vou me restringir a feiura feminina, afinal, homem não nasce feio, nasce pobre, homem não envelhece, troca de esposa.   Seguindo a maré:   Construindo o feio:   Nascer mulher. A partir do nascimento, não lev...
Imagem
VIVENDO O FEIO Não nasci bonita, mas por um breve período da minha juventude, tive uma fase “bonitinha”, acho que mais ligado a “carne nova” do que a beleza em si. Infelizmente, foi um tempo em que eu não sabia me vestir, e nem cuidar do meu pavoroso cabelo. Não havia também produtos para o tipo dele, o cabelo mestiço. Usava roupas largas, para que escondessem os meus peitões. Peitões eram defeitos, coisa feia. Usei escova em um cabelo que hoje sei, se usa creme e dedos somente. Escova o deixava em aparência de Bombril esticado. Com uma verdadeira marquise na frente. Um horror. A vida me deu um sinal, que todo mundo acha que é espinha ou verruga, na ponta do meu nariz, uma bunda minúscula e seca e pernas finas. Alem de um pescoço que passa bem longe, como o pescoço de Cristiane Torloni. Rosto redondo, gordo e chapado. Tudo dos meus pais. Principalmente da minha mãe! Pra mim faz todo sentido! Eu vou passar essa biologia para um filho meu? Filho...
Imagem
A DESCOBERTA DO FEIO A primeira pessoa que chamei de feia foi a Valéria. Por influência da professora Auriane, que em toda aula gritava com a menina criticando o uniforme encardido da menina. Comentei com a minha mãe, e ela me fez levar um uniforme completo do ano passado para ela.  Sua intenção era boa, mas o tiro saiu pela culatra. Valéria nunca mais apareceu na escola depois que dei a ela um uniforme. Creio que dá pra concluir o que aconteceu na sua casa, quando chegou carregando uma bolsa com um uniforme da escola. Minha noção de feios ainda não estava formada, e nem me importava muito com isso. Priscila era uma colega de ônibus escolar. Nunca fomos amiga. Mesmo quando passamos a frequentar o mesmo turno. Ela nunca fez questão da minha amizade e quando tinha alguma oportunidade desdenhava de mim. Uma vez no ponto de ônibus eu estava com um grupo de garotas e ela mais afastada sozinha. Uma das meninas virou-se pra gente e começou a zombar da aparênci...