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Epitáfio

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  ESSE TEXTO É UMA FICÇÃO SE ESTÁ PASSANDO POR PROBLEMAS PROCURE AJUDA NÃO ESTOU INSPIRANDO NINGUÉM Encontre ajuda Fale com um dos nossos voluntários hoje Centro de Valorização da Vida Disponível 24 horas por telefone e no seguinte horário por chat: Dom - 17h à 01h, Seg a Qui - 09h à 01h, Sex - 15h às 23h, Sáb - 16h à 01h.  Saiba mais 188 EPITÁFIO   Eu queria... Eu não fiz Eu sonhei demais Fiz planos A Eles deram errado Perdida, confusa, desnorteada, não tive plano B Segui os planos da vida, e mesmo nestes, eu fracassei Não sou uma pessoa forte Fui alguém que caminhou a vida mancando, com ossos quebrados Reclamando chorando Eu tive a opção revoltar, lutar Achava que lutava Algumas lutas iniciei Fui nocauteada Levantei, caí, escorreguei Não há culpados Não culpo a vida Vida vivida Chorei mais que ri Embruteci Eu não queria   Estou tão cansada Chegou o momento que tanto temia Virei um fardo para as pessoas que de um j...

Os Figurantes

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Os Figurantes Hoje eu revi o vendedor de mel. Bem diferente do que sempre foi. Em vez de ativo, cheio de energia, dando suas voltas em torno da cidade com sua garrafa na mão e alardeado os pedestres com seu grito Olha o mel! Ele estava estático, tímido, sussurrava: Olha o mel... Que sua ausência de entusiasmo seja passageira. Já vi esse filme antes, várias vezes, em idosos principalmente, e ele não termina bem. Lembro de um velhinho, bem idoso, negro, magro, alto, porém, as costas e as pernas curvadas, apequenaram sua altura, rodava o centro de Bel, começando bem cedo, com um saco de bananada na mão, a oferecer seu doce, entre os pedestres e os clientes das lojas. Não gritava, oferecia no sussurro ou estendendo a mão com o doce para um potencial cliente. Sempre sorrindo. Vendedores assim, acabam virando referência de suas cidades e moradores, ao ponto de acreditarmos que são imortais.  Ate chegar o dia em que eles não aparecem mais. Desaparece...
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CAMINHANDO Por um breve período da minha vida Eu caminhei numa estrada parecida com a de muitos Asfalto Terra batida Flores O asfalto tinha seus buracos e desníveis A terra batida as suas poças escorregadias As flores com seus espinhos Foi quando a minha frente deparei-me com um chão de lava Olhei para os lados e não vi caminhos alternativos Pisei, caminhei, corri, superei No final caquinhos de vidro Com os pés em carne viva pisei Andei Corri Desesperada, até pulei No final, pregos voltados para cima Com os pés em carne viva e sangrando muito Pisei Caminhei E até pulei Tudo na pontinha dos dedos, para não pisar em nenhum Como uma bailarina Superei Depois vieram as pedras escorregadias E o sangue ainda escorria Pisei Caminhei Não pulei Varias vezes escorreguei e caí Em momentos, de quatro fiquei Com dores pelo todo corpo Superei Então veio a lama Minhas pernas afundavam Meu corpo em me...