BELEZA EXTERNA No início dos anos 80, houve a explosão de um novo negócio: a locadora de vídeo. Belford Roxo ganhou de uma vez, duas. Uma mais chique, numa galeria e outra no início da rua do meio. O dono era um senhor com uma certa idade, pois tinha cabelos brancos e enormes olhos azuis. A sua tática foi uma muito usual dos comerciantes, embora seja de certa forma "proibida" pela CLT a exploração direta ou indireta do corpo feminino para atrair clientes, tanto que nos anos 90, houve uma polêmica com as vestimentas das frentistas na época, obrigando os postos de gasolinas a pararem com os shortinhos e decotes nos uniformes delas. Esse empresário pegou pesado. Ele não contratou "bonitinhas". Contratou mulheres belíssimas de corpo e rosto. Deu certo. Tanto que ela foi logo um sucesso. Não costumo dá importância à clichês. Embora eles realmente existam, não tem como ignorá-los, eles não devem ser a base de definição para raça, opção sexua...
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COPACABANA Fiquei surpresa quando descobri que Rosa, há quase vinte anos, possuía um ponto nas areias de Copacabana. Era situada em frente ao posto 4, hoje, basta descer na estação do metrô e caminhar à praia que encontrávamos a sua barraca. Nela conheci personagens reais, comuns em todo lugar, mas que foi o meu primeiro contato com gente da Zona Sul do Rio de Janeiro. Ao todo, me decepcionei. Eram tão pobres como eu. Rosa me explicou que Copacabana era o subúrbio da Zona Sul. O bairro é recheado com prédios cujos apartamentos são minúsculos. Pequenos mesmo. Em suma alugados. Um aluguel, para os padrões da Baixada, caro, porém, valia à pena: perto do trabalho, próximo ao mar... Flor foi a freguesa da Rosa que mais me chamou a atenção. Beirando os quarenta anos, porém, vinte anos de sol, a envelheceu mais que o devido, era loira “verdadeira” com cabelo liso e ralo, baixinha, no peso ideal. Pelas suas costas o povo fazia escárnio da mulher: Vinte anos de pra...
ESSA É PRA CASAR Nos anos 90, no auge da bunda music, Luciano Huck, o pai da Tiazinha e da Feiticeira, duas das maiores atrações vazias bundísticas e sem conteúdo da história, onde no quesito baixaria, só perdia para a Banheira do Gugu, onde o papel delas alí era incitar a masturbação masculina de um páis inteiro, na Globo ele criou o concurso ESSA É PRA CASAR Uma qualificação pejorativa e patriarcal, que até hoje ainda domina as escolhas dos homens, embora atualmente, os critérios sejam mais subjetivos ou se quiser entender assim, democráticos. Antes a menina pra casar, seguia uma regra básica: virgindade. Moça pra casar não dava a buceta. Também tinha outras regras menores, passada de mãe pra filha, alguns “testes” de avaliação que o garoto fazia em sua namorada durante o relacionamento, como passar a mão nos peitinhos ou uma cosquinha naquele lugar. Patricia, uma garota que estudou comigo no básico do CENI, parecia ser uma dessas. Bonitinha, recatad...



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