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VERÕES 90 A cada verão, ocorre o fenômeno de emburrecimento social. Se fosse um fenômeno cíclico de estação, eu não me importava, mas desde o início dos anos 90, a cada verão ficamos cada vez mais burros, cada vez mais contrários a nossa realidade, cada vez mais cegos ao qua acontece diante de nós, cada vez mais tolerante com o que há de pior na sociedade, como por exemplo a pedofilia. Os anos 90, foi a pá de cal para o que nos tornaríamos logo a seguir. a colheita e também a semeadura. Os anos de ditadura militar, nos fez tornar distantes e apáticos da política, nos anos 90, Gramsci colhia os seus primeiros frutos. Não éramos apenas indiferentes e apáticos, nos tornamos burros e defensores ferrenhos dessa ignorância que acomete hoje, quase a metade da população, sendo que entre a classe artística e a midiática, ele é quase 99%. Pessoas que se tornaram ricas com o seu trabalho, que pagaram 2 milhões por uma casa em portugal, e faz vídeo questionado a razão do pinto...
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A PISCINA DA RUA ARGENTINA Longe da praia e de uma cachoeira, porém perto do inferno. Esse é o resumo da Baixada Fluminense no verão principalmente nos anos 80. Onde moro por exemplo, pessoas iam com toalha de praia, roupa de banho e até bronzeador para um bicão, que ainda existe até hoje na linha do trem. Quando não furavam um dos canos da CEDAE para fazer dele um chafariz. Clubes nesses tempos eram coisas para ricos e esnobes. Uma ida à praia era quase uma operação de guerra. Começando pelas crianças da casa, que ficavam ao menos 30 dias aporrinhando seus pais com: "Vamos pra praia! Vamos pra praia?" Depois fazer um poupança para os gastos com a "viagem", e levar muita comida nas bolsas e mochilas. Somos sim farofeiros, damos jus a essas denominações. Somos odiados e evitados pelo povo das cidades praianas e com uma certa razão. Imaginem a euforia de todo um bairro e adjacências quando um classe média fodido em suas c...