MOMENTOS BIZARROS DA VIDA DA ANITA O Que Aconteceria Se... Quem me acompanha há muito, (mas há muito tempo mesmo), talvez se lembre da tragédia que foi a realização de um sonho de minha mãe. O de ter uma casa separada do ferro-velho, onde ela, que sempre foi criada em roça, poderia finalmente ter suas plantas. Apesar de haver uma explicação espiritual pra tamanha tragédia, pois um dos filhos da caseira era macumbeiro e enterrou sete exus no quintal, que quando manifestados, reivindicaram o sítio para eles, há toda uma conjuntura real que passa bem longe de exus revoltados com a venda. Simples: No sítio havia uma caseira que morava nele há quinze anos, com nove filhos marmanjos juntos. A antiga dona deixou para meus pais o trabalho de demiti-la. Não teria como morar no sítio com eles. Apesar dos meus pais contratarem uma de suas filhas como empregada, que acabou virando amante do seu Miro, obrigando D. Aparecida a dividir o teto com a amante de seu mar...
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COMÉDIA DO PATRIARCADO PRIVADO IV(?) OU V(??) Dá Pra Mim, Sua Piranha! Justiniano ou Tianão, era um cara que vivia de consertar televisão, aparelho de som, ventilador. Alugou o antigo imóvel da família Cancius, que era um pequeno bar, e iniciou a sua vida financeira. Era um mulato, de cabelo afro, bem cortado, e sempre havia a presença de um bigode enorme, daqueles que daria para pentear tranquilamente ou até fazer uma escova de salão com ele. O bigode espesso, formava um arco que envolvia a boca, até a mandíbula. Alto, bem alto, quase dois metros, mas não era nenhum marombeiro. Suas coxas e braços eram grossos graças a genética, sua barriga era saliente, porém não escandalosa. Ninguém sabe de onde veio, pagou seis meses de aluguel adiantado, e sua lojinha logo se encheu de aparelhos. Em tempos em que se comprava um ventilador Faet em 12 ou 14 prestações, isso, quando se conseguia o quase impossível crediário, comprar coisas novas, quase nunca era a opção ...
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MARTA A Marta foi entre tantas, uma das muitas empregadas que passaram lá em casa. Até onde sei, foi a que mais fez estragos na vida de D. Aparecida. Já publiquei aqui, o delicado tema empregadas domésticas. Que mesmo os meus pais sendo de origem extremamente humilde, não abriram mão de se comportarem como sinhô e sinhazinha em relação as suas empregadas. Folgas quinzenais, dormir no emprego, sem hora pra pegar ou largar. E por causa disso, apenas moças adolescentes ou mulheres solteiras trabalhavam lá em casa. A maioria não ficava muito tempo, outras apareciam, conversavam, aparentemente, aceitavam o emprego, e desapareciam. Essas eram as espertas. A relação dos meus pais com suas empregadas eram as piores possíveis. Uma vez meu pai incitou o meu irmão Alex a levantar a saia de uma delas, com o seu brinquedo “mão biônica”, a coitada chorou feito neném, e meu pai com a sua gargalhada espalhafatosa. Minha mãe era uma chata de galochas. Minha própria tia confirm...